segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mãe Celestial redescoberta?

A existência de uma divindade feminina, esposa de Deus o Pai, é um dos ensinamentos mais distintos do mormonismo. Quase transformado em tabu em décadas recentes, o tema hoje parece receber pouco mais que tímidas alusões no cotidiano da Igreja sud. Sequer a palavra “Mãe” é geralmente mencionada em textos oficiais, mas apenas subentendida nas alusões a “pais celestais”, como no documento A Família: Proclamação ao Mundo e no livroPrincípios do Evangelho. O hino Ó Meu Pai, escrito em 1845 por Eliza R. Snow, esposa plural de Joseph Smith,  permanece para a grande maioria dos membros como a afirmação mais acessível de tal doutrina:
Eliza R. Snow (1804-1887)
Pelo espirito Celeste
Chamar-te pai eu aprendi
E a doce luz do evangelho
Deu-me vida, paz em ti.
Há somente um Pai Celeste?
Não, pois temos mãe também
Essa verdade tão sublime
Nós recebemos do além!
A quantidade relativamente grande de referências à Mãe Celestial em discursos e escritos de líderes da Igreja no final do séc. XIX e início do séc. XX contrasta com a percepção contemporânea do tema na Igreja e a posição marginal que ocupa. Em décadas mais recentes, esse ocaso é atribuído por alguns às leituras feministas do tema entre intelectuais mórmons norte-americanos nas décadas de 80 e 90, incluindo alguns dos seis autores excomungados em 1993, como Margareth Toscano.
Gordon B. Hinckley (1910-2008)
Em 1991, o presidente Gordon B. Hinckley, então primeiro conselheiro na Primeira Presidência, havia enfatizado que não era apropriado orar à Mãe Celestial. Naquele contexto incerto e doloroso, é muito provável que as mensagens foram recebidas pelos membros em geral como se significassem que o tema em si – Mãe Celestial – era inadequado ou mesmo um  motivo potencial de excomunhão. Preocupações desse tipo podem ter sido ainda maiores para os membros sud fora dos EUA, ao receberem tais afirmações fora de contexto. Mas essas percepções talvez possam estar mudando.
Na última edição da BYU Studies, periódico oficial da Brigham Young University, mantida pela Igreja sud, David L. Paulsen and Martin Pulido tentam apresentar uma síntese dos ensinamentos de líderes da Igreja sobre a existência e papéis da Mãe Celestial ao longo da história mórmon. Em ‘A Mother There’: a survey of hstorical teachings about Mother in Heaven, os dois autores prestam um grande trabalho à compreensão do tema ao mostrarem para o público sud atual o fato mais óbvio mas não menos crucial: de que não se trata de um tema proibido e o silêncio que prevalece hoje não encontra paralelo na história da Igreja. De acordo com Paulsen, uma das motivações para escrever o artigo foi justamente “minha perplexidade quando recentemente comecei a ouvir com  frequência cada vez maior pessoas falando sobre a necessidade de um ‘silêncio sagrado’ com respeito à Mãe Celestial”.
A pesquisa em si, financiada pela BYU e publicada no seu periódico, revela que há hoje uma abertura no debate doutrinário mórmon para reenfatizar a posição da Mãe Celestial em nossa teologia. Resta saber se o debate iniciado num periódico acadêmico terá reflexos no discurso da Igreja. Além disso, de que forma a doutrina será devidamente “encaixada” no quadro maior. A posição da mulher em relação ao sacerdócio, por exemplo, é um dos assuntos que podem vir à tona, relacionados ao tema da Mãe Celestial, o que aparentemente não desperta as melhores atitudes na maioria dos membros da Igreja sud.

Quanto Ganha um Apóstolo Mórmon?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Santos dos Últimos Dias se orgulha de depender de um clero exclusivamente voluntário, não profissional e não remunerado.
Embora isso seja verdade em âmbito local e regional, onde as funções eclesiásticas são preenchidas por líderes voluntários, a estrutura administrativa da Igreja depende de um exército de profissionais e a liderança máxima da Igreja constitui claramente um clero remunerado.
Pergunte a qualquer Mórmon (i.e., SUD ou membro da Igreja), e ele invariavelmente rechaçará a afirmação de que o clero máximo da Igreja seja profissional e remunerado porque eles recebem apenas uma “ajuda de custo” para manter-se (afinal, ninguém se mantém com apenas 5 pães e 2 peixes por um ano inteiro). E este Mórmon não estaria errado, visto que essa é a posição oficial da Igreja, que afirma não pagar salários a seus líderes religiosos mas apenas “ajudas de custo”.
Será, contudo, essa afirmação uma explicação realmente adequada? Em realidade, quanto recebe da Igreja o Presidente da Igreja? Os Conselheiros da Primeira Presidência? Os Apóstolos? Os Setenta nas Presidência dos Setenta? Os Setenta do Primeiro Quórum?
Por enquanto, eu acredito que seja impossível de responder essas perguntas porque a Igreja não divulga essa informação, nem nenhuma informação da qual se poderia estimar
os salários as ajudas de custo. Estes dados financeiros são
secretos sagrados!
Não obstante, eu recebi recentemente uma peça de informação que pode ajudar a oferecer um insight, ou uma percepção, mais apropriada de como a Igreja aborda essas questões.
Vazou recentemente para o público um manual oficial da Igreja que é
secreto sagrado: o Manual Para Presidentes de Missão (edição 2006)!
Neste manual, o apêndice B lida com questões financeiras, e elucida como a Igreja cuida dos vários presidentes de missão espalhados pelo mundo.
Missionários Mórmons voluntários são sustentados pelas próprias famílias ou congregações.
Missionários Mórmons voluntários são sustentados pelas próprias famílias ou congregações. Já seus presidentes…
Para quem não esta familiarizado, a Igreja mantém um sistema voluntário de missionários jovens que viajam para diferentes partes do mundo e realizam proselitismo por 2 anos. Estes jovens não recebem salários e devem pagar do próprio bolso pelos custos de seu serviço missionário, embora as comunidades locais podem ajudar a financiar os jovens que não possuem tais recursos.
Para cada grupo de 180-240 jovens, um adulto é convocado para lidera-los por 3 anos, chamado de Presidente de Missão. Teoricamente, este também é um serviço voluntário e não assalariado.
Contudo, o manual oficial da Igreja para esses presidentes de Missão estabelece que, apesar da Igreja não lhes pagar salários, e de esperar que eles se mantenham com seus próprios fundos, ela oferece algumas “ajudas de custo”.
Por exemplo, a Igreja oferece reembolso total para as seguintes despesas familiares do Presidente de Missão, enquanto serve voluntariamente sem salários por 3 anos:
  1. Convênio Médico e Odontológico para toda a família, além da quaisquer custos médicos adicionais necessários (exceto cirurgia cosmética);
  2. Aluguel;
  3. Contas de luz, telefone, internet, gás, lavanderia e supermercado;
  4. Um carro oficial para o Presidente, com combustível e manutenção;
  5. Um carro extra-oficial para a esposa do Presidente, com combustível e manutenção;
  6. Roupas para a família;
  7. “Atividades familiares” (não especificado o que possa excluir dessa categoria);
  8. Contas de telefone de longa distância (para familiares que não vieram para a missão);
  9. Passagens de ida e volta para filhos com menos de 26 anos, que não vieram para missão mas desejam visitar seus pais;
  10. Presentes “modestos” de Natal e aniversários para familiares;
  11. Custos para filhos servindo missão de tempo integral;
  12. Escola para filhos em idade escolar (5-18 anos) incluindo materiais escolares, uniformes, transporte escolar, matrículas, etc.;
  13. Atividades extra-curriculares para filhos em idade escolar, como aulas de música, esportes, balé, etc.;
  14. Faculdade para filhos em cursos de graduação, com o limite determinado pelos preços (maiores?) da BYU, com opção de bolsa integral para a BYU;
  15. Empregada doméstica (20 horas/semana);
  16. Jardineiro, se necessário;
  17. Isenção de impostos e isenção de Dízimo.
Será que a Igreja reembolsaria calças para as mulheres, ou apenas saias?
Será que a Igreja reembolsa calças para as mulheres, ou apenas saias?
Técnicamente, nada disso constitui um salário. Nenhum dinheiro excedente resulta dessa “ajuda de custo”, nada disso é contribuível para um fundo de aposentadoria, nada disso é tributável como imposto de renda, e nenhum valor pode ser economizado para o futuro ou investido para ganhos.
Não obstante, tampouco se pode afirmar que os custos da Igreja não sejam consideráveis, ou que isso representa muito mais do que qualquer salário ganho pela maioria dos membros da Igreja. Posto d’outra maneira, eu conheço poucos membros da Igreja que não trocariam seus salários por essas “ajudas de custos”.
Outro dado interessante do manual é a preocupação com evitar impostos e evitar divulgação das finanças da Igreja:
Para evitar que se levantem questões desnecessárias sobre impostos, por favor siga estas instruções cuidadosamente: 1) Nunca compartilhe informações sobre os fundos que você recebe da Igreja com seus contadores ou brokers… 2) Nunca sugira, de qualquer modo, que você é remunerado por seus serviços [à Igreja], 3) Caso seja obrigado a preencher informações de Imposto de Renda, jamais mencione quaisquer valores recebidos da Igreja…
Além disso, a natureza
secreta sagrada destes fundos é reforçada de maneira inequivoca:
Os valores dos reembolsos devem ser mantidos em confidência estrita, e nunca discutidos com missionários, outros presidentes de missão, amigos ou familiares.
Autoridades Gerais
Tal e qual os Presidentes de Missão, as Autoridades Gerais tampouco recebem salários propriamente ditos. Porém, diferentemente daqueles, estes tem um chamado vitalício e continuam recebendo tais “ajudas de custos” pro resto da vida.
Além disso, sabemos que os Apóstolos recebem remunerações por servir em Conselhos Diretores das inúmeras empresas de fins lucrativos da Igreja, como a Deseret Management Corp. (receitas anuais de USD 1,2 bilhões), a AgReserves, a Hawaii Reserves, a Polynesian Cultural Center (receita de USD 59 milhões para 2010, e cujo presidente recebe salário de USD 300.000 anuais), a Ensign Peak Advisors (empresa de fundo de investimentos que movimenta bilhões de dólares ao ano), a Beneficial Life Insurance (empresa de seguros de vida com mais de USD 3 bilhões em fundos), a Intellectual Reserve, a Deseret Trust Co., etc.
Estrutura Organizacional da Corporação do Presidente da Igreja (Fonte: Businessweek)
Estrutura Organizacional da Corporação do Presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Fonte: Businessweek)
Todas estas empresas multi-bilionárias ficam sob o controle imediato da Corporação do Presidente da Igreja, que por sua parte distribui controle destas para os demais Apóstolos e Bispos Presidentes, e ações e participações destas para as demais Autoridades Gerais. Grande parte, se não quase totalidade, das finanças, lucros, solvências, investimentos, e pagamentos destas empresas não estão abertas ao escrutínio público por decisão deliberada da Igreja (i.e., do Presidente da Igreja), então conhecimento preciso destes dados financeiros é praticamente impossível. Estimativas baseadas em alguns poucos fatores conhecidos (propriedade e localização de terras, imobiliário, volume de transações e vendas/acquisições, etc.) podem ser comparados com empresas similares cujas finanças são transparentes, e suposições lógicas são calculadas.
Milionário Mitt Romney usa a Igreja para burlar o Fisco e acaba pagando mais em Dízimo que em impostos...
Milionário Mitt Romney usa a Igreja para burlar o Fisco e acaba pagando mais em Dízimo para a Igreja do que em impostos de renda ao Governo…
Pelas leis Americanas, de acordo com o Antropólogo SUD e ex-funcionário corporativo da Igreja Daymon Smith, a Igreja pode investir os recursos religiosos (i.e., Dízimos e ofertas) em suas empresas de fins lucrativos, girar o dinheiro entre eles e outros porfólios com grandes lucros, e retorna-lo aos fundos da Igreja, que por si são isentos de impostos por tratar-se de fundos religiosos. Além disso, a Igreja recebe como doações ações de empresas como oferendas (i.e., Dízimos e ofertas) que podem ser vendidas e assim tanto ela como os doadores evitam impostos. (Mitt Romney famosamente montou um esquema desses para evitar impostos!)
Assim sendo, a Igreja pode pagar “apenas ajudas de custos” a seus líderes religiosos, que, por não se tratar de salários, são isentos de impostos, mas paga-los através de bônus para Conselheiros Diretores e ações de corporações privadas da Igreja, e ainda longe do escrutínio público por se tratar de empresas fechadas. A própria Igreja não abre seus livros de contabilidade ao público há quase 50 anos, o que dificulta uma análise precisa, e ademais, o historiador Mórmon Michael Quinn estima que a compartimentalização de corporações e unidades administrativas da Igreja seja tão enorme e tão burocrática, que é possível que ninguém saiba exatamente quanto cada um (além de si mesmo) recebe das múltiplas organizações da Igreja.
Em 2009, a Igreja SUD no Canada declarou ao governo Canadense 184 funcionários de tempo integral, cujos salários médios era de $83 mil anuais, sendo 2 deles entre 80 e 120 mil, 6 deles entre 120 e 160 mil, e 2 deles entre 160 e 200 mil. Considerando tais salários muito acima da média nacional ($50 mil para administradores), além da “ajuda de custos” generosa oferecida para presidentes de missão (como vimos acima), estas remunerações podem girar entre USD 300 e 800 mil ao ano, talvez muito mais nos escalões mais altos (i.e., Primeira Presidência).
Contudo, devido a extrema importância dada ao sigilo sobre finanças na Igreja, estas estimativas só podem ser, por natureza, especulativas. Os poucos dados que temos nos oferecem uma noção geral, mas não são dados concretos. Alguém possui dados concretos para compartilhar conosco e para ajudar-nos a elucidar esta questão?

http://vozesmormons.com.br/2012/12/18/quanto-ganha-um-apostolo-mormon/

Mórmons, maçons e anti-maçons

O segredo da maçonaria é guardar um segredo.
Joseph Smith
Na quarta ou quinta série, ouvi uma colega perguntar à professora de história se a maçonaria era a igreja do diabo. A surpresa que senti foi enorme, mas nada comparado ao que sentiria vinte anos depois, enquanto ensinava uma aula da Escola Dominical. Discutindo as combinações secretas descritas no Livro de Mórmon, alguém com décadas de experiência como membro da Igreja disse que a maçonaria se encaixava na descrição daquelas antigas conspirações.
Como filho e neto de maçons, na infância, via a maçonaria como algo divertido e atraente (com símbolos, segredos e roupas estranhas); ao longo dos anos, minha percepção continuou a ser positiva, enxergando uma instituição benéfica tanto para maçons quanto não-maçons (com a prática da caridade e o incentivo para serem pessoas íntegras) e compatível praticamente com qualquer religião. Como adulto, longe de idealizá-la, fui capaz de ver seu aspecto humano e suas relações de status social, como em qualquer outra instituição. Mas ainda levaria muito tempo para entender aquela pergunta ouvida aos 10 anos de idade como uma pergunta normal, a partir da perspectiva da nossa cultura.
Como um converso ao mormonismo, ao saber sobre a influência maçônica sobre Joseph Smith e ver no templo símbolos que conhecia como de origem maçônica, não senti nenhum conflito ou contradição, como muitos sentem ou já sentiram. Ao contrário, senti certo pertencimento ao ver símbolos que haviam sido incorporados ao meu imaginário pelo ambiente familiar e que ali tinham seus significados ampliados. Tampouco imaginei que um profeta não pudesse utilizar tradições já conhecidas para nelas encontrar verdades sublimes. Porém, para entender aquele comentário feito na Escola Dominical, e reconhecê-lo como legítimo, eu teria ainda que percorrer um caminho mais longo de leitura e reflexão, considerando o tratamento recebido pelo tema dentro da Igreja, a leitura promovida do Livro de Mórmon dentro desse contexto e a dificuldade que tem a maioria de nós, mórmons, de lidar de forma positiva com outras tradições ou organizações de natureza espiritual ou religiosa.
Estando familiarizado com a influência maçônica sobre Joseph Smith, foi interessante saber que a leitura antimaçônica do Livro de Mórmon – expressa naquele dia na Escola Dominical – não era só possível, como historicamente havia existido e influenciado conversos de renome, como Martin Harris e William W. Phelps.
A conexão histórica entre mormonismo e maçonaria é um fato reconhecido por ambas as instituições e tem sido objeto de vários estudos. A profundidade dessa conexão, seus primórdios e desdobramentos, no entanto, parecem não ter sido ainda totalmente explorados pela grande maioria de maçons e mórmons interessados no assunto. Há, muitas vezes, um reducionismo que tende a explicar a iniciação de Joseph Smith na fraternidade maçônica como uma busca de proteção política – como promovem alguns sud – ou uma cópia dos rituais maçônicos – de acordo com a visão de certos críticos do mormonismo, maçons ou não.
Em parte, tais limitações podem ser explicadas pela falta de compreensão que cada instituição tem da outra, pela necessidade de “defender” a si próprias, além da relativa falta de fontes primárias que lancem maior luz sobre a questão. Até mesmo mórmons que são também membros de lojas maçônicas muitas vezes optam por ignorar as complexidades e contradições da relação histórica entre os dois campos, optando pela mera apologia ou defesa, perante outros mórmons, de sua dupla filiação.
Entre muitos mórmons pode ser sentido um medo de lidar com informações que sugiram influências recebidas por Joseph Smith de seu meio, sua época e, especialmente, que sugiram que aspectos considerados únicos do mormonismo possam ter sido influenciados por outras tradições; ou, pior ainda, que Joseph Smith tenha deliberadamente incorporado ou feito empréstimos de conceitos e cerimônias de outras tradições ou organizações à sua volta. O receio provavelmente é de que tais informações possam comprometer a crença na origem divina da restauração e na posição de Joseph Smith como um profeta. Tal atitude contradiz a visão, tão presente no mormonismo, de que a inteligência e arbítrio humanos estão presentes no processo de aprender verdades divinas:
O mormonismo, talvez mais do que a maioria das religiões, reconhece o elemento humano no processo revelatório, seja ao iniciar aquele processo (D&C 9) ou prover as categorias conceituais e limites dentro dos quais uma dada revelação é entendida. O Livro de Mórmon prontamente reconhece “erros dos homens” em seu prefácio e as revelações em Doutrina e Convênios vêm dos servos do Senhor “em sua fraqueza, segundo o modo de sua linguagem, para que possam alcançar entendimento”, apesar da sua tendência a errar (D&C 1:24-28). Por que [esse mesmo processo revelatório que reconhece a iniciativa humana] seria diferente com as revelações sobre a obra do templo? (Armand L. Mauss, “Culture, Charisma and Change: Reflections on Mormon Temple Worship,” Dialogue: A Journal of Mormon Thought 20 (Winter 1987):p. 79)
Caso levássemos ao limite do absurdo esse mesmo receio de que certas evidências históricas possam comprometer o testemunho sobre a divindade da restauração, seríamos levados a menosprezar a influência do texto bíblico sobre a família Smith, uma vez que a Bíblia era um texto comum aos diferentes ramos do cristianismo que Joseph Smith declarava serem distorções da verdade original. É claro que nenhum mórmon pensaria isso. Isso porque a utilização do texto bíblico não compromete a crença na origem divina do mormonismo, seja frente a críticos ou seus próprios membros. Não há nenhum dedo apontado nessa direção. Aparentemente, os aspectos que nos ligam aos demais ramos do cristianismo são enfatizados pela Igreja moderna, enquanto os aspectos mais distintivos das doutrinas e práticas mórmons, em particular do passado, tendem a ser negligenciados ou subestimados na história oficial. A influência dos rituais e da simbologia maçônica sobre a tradição religiosa inaugurada por Joseph Smith parece ser um desses aspectos marginais da história mórmon, ao menos no que concerne a versão ensinada e utilizada no cotidiano da Igreja.
Quando se fala da influência maçônica sobre Joseph Smith, o sentimento de perigo pode atingir seu ápice, uma vez que tal influência ainda hoje se reflete, ainda que com menor intensidade do que antes de 1990, nos rituais considerados mais sagrados da Igreja sud, realizados no templo. Provavelmente, os templos mantidos pela Igreja sud permanecem sendo o aspecto mais controverso do mormonismo, com sua natureza secreta e seletiva até mesmo para os próprios membros. O conhecido jogo de palavras que nega haver segredos no templo e ressalta o seu aspecto sagrado expressa tão somente uma concepção negativa da ideia de segredo, desenvolvida na Igreja moderna, e uma tentativa de desassociar as ordenanças de sua referência maçônica. Na prática, porém, é requerido do membro que recebe a investidura guardar segredo sobre certos elementos da ordenança.
Ao associar as cerimônias mais sagradas da religião mórmon, realizadas em um local que ainda gera certa desconfiança entre não-membros, a uma instituição que pode gerar desconfiança tanto entre membros quanto não-membros, a atitude defensiva encontra terreno ideal para florescer. A ideia muitas vezes concebida, ainda que poucas vezes enunciada, é que ou Joseph Smith recebeu uma revelação sobre o templo ou fez empréstimos dos rituais maçônicos: uma coisa ou outra.
Aqueles que negam qualquer relação, ou argumentam que as semelhanças entre os dois [maçonaria e mormonismo] são superficiais, estão preocupados que o uso de rituais maçônicos por Joseph Smith seja inconsistente com seu papel profético. Outros se concentram nas semelhanças para fortalecer a ideia de que Smith fez muitos empréstimos da franco-maçonaria sem o benefício de inspiração. Esta abordagem “tudo ou nada” se combina com o segredo associado aos rituais para criar uma relutância em discutir o assunto em qualquer detalhe significante. (Michael W. Homer, “Similarity of Priesthood in Masonry”: The Relationship between Freemasonry and Mormonism. Dialogue: A Journal of Mormon Thought 1994: p. 02)
Um autor maçom que nega a definição da maçonaria como uma “sociedade secreta” dá esta interessante definição do segredo para o maçom: “O segredo maçônico é em si mesmo um símbolo; e, como os demais símbolos maçônicos, ele veicula uma instrução”. Alguém, como Joseph, que estava familiarizado com as “denúncias” dos rituais maçônicos, talvez pudesse imaginar que os novos rituais realizados pelos santos dos últimos dias também seriam mais cedo ou mais tarde “revelados” ao público. Onde permanece o segredo numa era em que os recursos tecnológicos tornaram sua exposição ainda mais rápida e detalhada? Ao definir tal símbolo – o segredo – como o (grande) segredo da maçonaria, estaria Joseph Smith incorporando a mesma visão às ordenanças do templo mórmon? [1]
A dificuldade ainda se intensifica com a impossibilidade histórica de datar os rituais maçônicos a um período anterior ao século XVIII. Como em outros dilemas da cultura sud, armamos a própria armadilha ao colocar de lado qualquer outra fonte de “veracidade” que não seja histórica ou muito antiga. Como se o poder simbólico de narrativas e representações pudessem depor contra nós, caso não sejam antigas o suficientes para ser exibidas como fatos. Dessa forma, a riqueza – e, simultaneamente, a simplicidade – do simbolismo maçônico é desconsiderada como um dos meios disponíveis que Joseph Smith tinha ao seu redor para expressar conceitos e princípios dos rituais do templo.
Uma vez que profetas e religiões sempre surgem e são nutridos dentro de um dado contexto cultural, também dinâmico, não deveria ser difícil entender por que mesmo as revelações mais originais devem ser expressas na linguagem da cultura e biografia do revelador. (Mauss, ibidem: p. 80)
Mas qual o preço a ser pago com esse olhar seletivo que ignora uma influência tão importante do passado mórmon e que ainda se reflete em nosso presente? Em 1974, o historiador Reed C. Durham dizia que o estudo sobre a maçonaria e sua influência sobre o mormonismo constituía uma “chave para o futuro entendimento de Joseph Smith e a Igreja”. Sua afirmação sugere que nosso entendimento atual sobre a restauração e Joseph Smith é reduzido e corre o risco, quem sabe, de ser distorcido.
Durham, à época diretor do Instituto de Religião da Universidade de Utah foi censurado pelo Sistema Educacional da Igreja e nunca mais abordou o tema em público, num claro exemplo de como a discussão sobre a influência maçônica sobre o mormonismo estava longe de ser bem recebida pelos canais oficiais da Igreja. O chamado de Durham, porém, não foi em vão, de forma que muitos acadêmicos escreveram e têm escrito sobre o mesmo tema. As novas informações disponíveis, as novas perguntas formuladas e suas possíveis respostas estão longe, no entanto, de alcançarem a maioria dos membros sud.
Em nosso país, isso é ainda mais verdadeiro, uma vez que há uma carência de publicações em língua portuguesa sobre temas de interesse histórico e cultural. Também é necessário reconhecer que a cultura majoritariamente católica do país e sua rejeição histórica da maçonaria por questões políticas que remontam ao império parece marcar a cultura nacional, o que talvez torne os membros brasileiros da Igreja particularmente avessos a refletir sobre a conexão entre mormonismo e maçonaria.
Grande parte dos trabalhos sobre maçonaria e mormonismo foca o período de Nauvoo, quando uma loja maçônica é formada pelos mórmons na sua nova cidade e seu profeta é iniciado formalmente na ordem. No entanto, o contato de Joseph Smith com a maçonaria antecede em muito o período de Nauvoo. Sua introdução à maçonaria na década de 1840 foi “apenas o florescimento de uma relação que teve sua raiz no estado de Nova York antes da publicação do Livro de Mórmon”. (John E. Thomson, The Facultie of Abrac: Masonic Claims and Mormon Beginnings. The Philalethes Society, December 1982)
A restauração levada a cabo por Joseph Smith era “cósmica em seu alcance, que penetrava o espaço até os confins da terra e os limites exteriores do próprio universo”. [2] Toda forma de conhecimento que pudesse aproximar o ser humano de seus progenitores celestiais pertencia ao mormonismo. A maçonaria foi vista por Joseph Smith como uma importante forma simbólica de conhecimento, a qual o mormonismo precisava restaurar ao seu propósito original. A restauração do evangelho original não podia dispensar uma restauração da maçonaria original.
Naquela manhã, na Escola Dominical, a única coisa que pude fazer foi dizer que Joseph Smith havia se tornado maçom para buscar um conhecimento sobre o templo que ele acreditava estar nela presente. Provavelmente, deve ter sido uma surpresa para muitos que acreditam num processo revelatório em que Deus provê as respostas sem que o ser humano faça seu dever de casa ou busque as respostas à sua volta. No entanto, tenho cada vez mais me convencido de que não há melhor maneira de lidar com a falta de informação do que provendo a informação que falta. Isso deve soar óbvio demais.
A influência maçônica sobre Joseph Smith e os primórdios da Igreja sud não se limitam aos rituais do templo, mas apresentam paralelos na organização do sacerdócio de uma forma mais ampla; também é muito evidente na formação da Sociedade de Socorro, pensada originalmente como uma espécie de maçonaria feminina; e talvez mais importante e menos debatida seja a influência maçônica sobre a tentativa de Joseph Smith de “reformar” os santos em seus últimos meses de vida, proclamando uma religião alicerçada sobre “grandes princípios fundamentais” disponíveis a toda humanidade.

Mormonismo e Ciência

Citações de Brigham Young, Joseph F. Smith, Dallin Oaks, e John Taylor.
O que disseram sobre o assunto da relação entre a fé Mórmon e as Ciências?
Brigham Young:
“Não me surpreende a infidelidade que permeia a maioria dos habitantes da Terra, pois os professores religiosos dos povos pregam ideias e noções da verdade que estão em oposição e contradição aos fatos demonstrados pela Ciência, e que são geralmente aceitos… Nesse aspecto nos distinguimos do resto do mundo Cristão, pois nossa religião não entre em conflito e não contradiz os fatos da Ciência de qualquer maneira.”
Brigham Young:
“Nossa religião abraça toda verdade e todo fato em existência, não importa se nos céus, na Terra, ou no inferno. Um fato é um fato, toda verdade advém da Fonte da verdade, e as Ciências são fatos, tanto que os homens os provaram.”
Joseph F. Smith:
“Nossa religião não é hostil à verdadeira Ciência. Aquilo que foi comprovado, nós aceitamos com alegria.”
Dallin H. Oaks:
“Santos dos Últimos Dias devem procurar usar tanto Ciência como religião para aumentar seus conhecimentos e construir sua fé. Mas devem faze-lo com o cuidado contra o risco significativo de, ao se esforçar para extinguir a separação entre os estudos científicos e a fé religiosa, promover um nível de performance de baixa padrão, onde a religião e a Ciência diluem uma a outra ao invés de fortalecer ambas. Para alguns, o esforço de misturar razão e fé pode resultar num academicismo irracional ou religião fajuta, ambas condições demonstravelmente piores que na separação destas.”
John Taylor:
“…nossa religião… abraça qualquer princípio de verdade e inteligência… que dizem respeito a este mundo e ao mundo vindouro. Estamos abertos a verdade de todos os tipos, não importando de onde vem, de onde origina, e quem acredita… O homem em busca da verdade não tem nenhum sistema específico para apoiar, nenhum dogma específico para defender, ou teoria para sustentar; ele abraça todas as verdades…”

Comparações Bíblicas com o Livro de Mórmon 2

11 Começando em Jerusalém ou não?

A Bíblia em Lucas 24:46-47 afirma muito claramente que "o arrependimento ea remissão dos pecados deve ser pregado em seu nome entre todas as nações, começando por Jerusalém." Este foi cumprida em Atos 2:5-38.

O Livro de Mórmon em 2 Néfi 31:11-17 tem esta ocorrendo entre 559 aC e 545 e milhares de quilômetros de distância de Jerusalém!
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12 Melquisedeque
A Bíblia afirma Melquisedeque era "sem pai, sem mãe, sem genealogia [genealogia - ASV]" (Hebreus 7:1-3).

O Livro de Mórmon em Alma 13:18 afirma que "ele [Melquisedeque - JHW]. Reinado fez com seu pai"
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13 3 dias ou 3 horas?

A Bíblia registra em Marcos 15:33 que a crucificação de Jesus, houve trevas por 3 horas.

O Livro de Mórmon tem trevas por 3 dias (3 Néfi 8:20-23).
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14 "Até que" ou ir para visitas?
A Bíblia nos diz em Atos 2:34-35 e 3:20-21 que Jesus subiu é permanecer no céu depois de sua ascensão "até que" seus inimigos são feitos escabelo de seus pés, e "até aos tempos da restauração."

O Livro de Mórmon que ele aparecesse na América do depois de sua ascensão (3 Néfi 10:18-19).
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15 A queda de Adão trouxe sofrimento ou alegria?
A Bíblia ensina claramente que a queda de Adão resultou em sofrimento para a humanidade: Gênesis 3:9-19; Salmo 51:5, Romanos 5:12

2 Néfi 2:22-25 afirma que a queda de Adão era necessário para a humanidade de ter filhos e, portanto, ter "alegria".
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16 A Igreja e o Evangelho
Igreja de Cristo e do Evangelho nunca desaparecer completamente da face da terra, tendo que ser restaurado: Mateus 16:18, Efésios 3:21, Judas 3; Hebreus 12:28. A Palavra de Deus "nunca passarão": Mateus 24:35, 1 Pedro 1:24-25, Isaías 40:8

"O grande e abominável igreja "tem" tirado do evangelho do Cordeiro muitas partes que são claras e preciosas .... "e" ... há muitas coisas claras e preciosas retirados do livro , que é o livro do Cordeiro de Deus. "-1 Néfi 13:26, 28.

http://bispo777.blogspot.com.br/2012/06/contradicoes-no-livro-mormons.html

Comparações Bíblicas com o Livro de Mórmon 1

A Bíblia diz claramente que o evangelho, com a inclusão dos gentios, não foi totalmente revelado até depois da morte de Cristo.
Ef. 3:3-7 Paulo escreve "por revelação que ele fez-me conhecer o mistério ; (como escrevi dantes em poucas palavras, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo) , que em outras gerações não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito, para que os gentios são co-herdeiros, e do mesmo corpo e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho: qual eu, foi feita um ministro ...... (Veja também Col. 1:26; 1 Pedro 1: 1-12; Romanos 16:25-26)

No entanto, o Livro de Mórmon afirma que esse conhecimento foi tido em 545 aC
2 Néfi 25:19 "Pois de acordo com as palavras dos profetas, o Messias vier ... seu nome será Jesus Cristo, o Filho de Deus .... (v.23) ... Pois trabalhamos para persuadir. .. nossos irmãos, que crêem em Cristo, e para se reconciliar com Deus, pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que podemos fazer.
2 Néfi 26:12 "E, como falei a respeito de convencer os judeus, que Jesus Cristo nos muito, é necessário que os gentios se também convencido de que Jesus é o Cristo, o Deus Eterno";
2 Néfi 30:2 "Pois eis que vos digo que, como muitos dos gentios como vai se arrepender se o povo da aliança do Senhor, e como muitos dos judeus que não vai se arrepender serão lançados fora",
2 Néfi 31:17 "Porque a porta pela qual deveis entrar é o arrependimento eo batismo com água, e então, a remissão de vossos pecados pelo fogo e do Espírito Santo."
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Durante o ministério de Jesus, Ele falou de sua igreja como algo no futuro.
Mateus 16:18 "E eu digo também a ti, que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja , e as portas do inferno não prevalecerão contra ela ".
Após a ressurreição de Cristo e no dia de Pentecostes, nós lemos: "E o Senhor acrescentava à igreja aqueles que iam sendo salvos." (Atos 2:47)

No entanto, o Livro de Mórmon afirma que a igreja cristã foi criado logo em 147 aC
Mosias 18:17 "E eles foram chamados a igreja de Deus, ou a igreja de Cristo, daquele tempo em diante."
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A Bíblia diz que os crentes foram chamados primeiro os cristãos após o ministério de Paulo em Antioquia.
Atos 11:26 "E sucedeu que, que um ano inteiro reuniram-se com a igreja, e ensinaram muita gente. E os discípulos foram chamados cristãos primeiro em Antioquia. "

No entanto, o povo do Livro de Mórmon reivindicações eram conhecidos por este título tão cedo quanto 73 aC
Alma 46:15 "... sim, todos aqueles que eram verdadeiras crê em Cristo tomou sobre eles, de bom grado, o nome de Cristo, ou cristãos, como eram chamados, por causa de sua fé em Cristo que haveria de vir."
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4 O Espírito Santo foi agraciado com os cristãos na época de Pentecostes.
Lucas 24:49 "E eis que eu envio a promessa de meu Pai vos: mas ficai na cidade de Jerusalém, até que sejais revestidos de poder do alto."
Atos 2:1-4 "E quando o dia de Pentecostes foi plenamente alcançado, estavam todos reunidos no mesmo lugar .... E todos ficaram cheios do Espírito Santo , ... "

No entanto, o Livro de Mórmon afirma que as pessoas receberam o dom do Espírito Santo, já em 545 aC
2 Néfi 31:12-13 "... a voz do Filho veio a mim, dizendo: Aquele que for batizado em meu nome, para ele o Pai dá o Espírito Santo, como a mim ... Portanto, meus amados irmãos, ... seguindo o seu Senhor e seu Salvador para baixo na água, de acordo com sua palavra, eis que então recebereis o Espírito Santo, sim, depois vem o batismo de fogo e do Espírito Santo; ... "
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No Antigo Testamento, os únicos que poderiam ser sacerdotes eram os descendentes de Levi, um dos doze filhos de Israel.
Números 3:9-10 "E darás os levitas a Arão ea seus filhos: eles são totalmente entregues a ele fora dos filhos de Israel E tu darás a Arão ea seus filhos, e eles devem esperar no escritório do seu sacerdote. : eo estranho que se chegar será morto "(ver também Números 8:6-26).

No entanto, a história do Livro de Mórmon afirma que os descendentes da tribo de Manassés (Alma 10:3) foram feitos sacerdotes.
2 Néfi 5:26 "E aconteceu que eu, Néfi, consagrada Jacó e José, que devem ser sacerdotes e professores sobre a terra do meu povo."
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O Antigo Testamento ensina que o primeiro nascido dos rebanhos estavam a ser dado automaticamente para o Senhor. Sacrifícios estavam a ser feita a partir de seus animais restantes.

Êxodo 13:12 "Que tu separado para o Senhor tudo o que abre a madre, e todo o primogênito que vem de uma besta que tens, os machos serão do Senhor". (Veja também Ex 13:2; 22:29 -30; Números 3:13; 18:15-18; 2 Sam 24:24)..
Deuteronômio 12:06 "E ali trareis os vossos holocaustos e vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, ea oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas . "

O Livro de Mórmon afirma que os nefitas estavam mantendo a lei de Moisés. No entanto, os nefitas quebrou a lei de Moisés usando o primeiro dos rebanhos, para os holocaustos. Estes já deveria ter sido dada ao Senhor como dízimo.
Mosias 2:3 "E eles também tomaram das primícias de seus rebanhos, para que pudessem oferecer ofertas de sacrifício e queimada de acordo com a lei de Moisés."
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A Bíblia declara que todos os filhos do rei Zedequias foram mortos.
Jeremias 39:6 "Então o rei de Babilônia matou os filhos de Zedequias em Ribla diante de seus olhos."

O Livro de Mórmon afirma que um filho do rei Zedequias escapou da destruição e veio para as Américas.
Heleman 6:10 "terra do norte foi chamado Muleque, que foi depois que o filho de Zedequias, porque o Senhor trouxe Muleque para a terra do norte" (Veja também Heleman 8:21).
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A Bíblia profetizou que Jesus nasceria em Belém.
Miquéias 5:2 "Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti ele virá-vos de mim que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde tempos antigos, desde a eternidade . "

No entanto, o Livro de Mórmon disse que ele nasceria em Jerusalém.
Alma 7: 10 "E eis que nascerá de Maria, em Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados, sendo ela uma virgem ..."
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Confusão das línguas
Ao invés de Deus confundindo "a língua de toda a terra" na Torre de Babel como a Bíblia relata (Gênesis 11:9). 

O Livro de Mórmon afirma que a linguagem de Jared, seu irmão, bem como os seus amigos e familiares "não foram confundidos" (Éter 1:33-37).
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10 Completo ou não?
A Bíblia afirma ser a completa (Judas 3) e todo-suficiente (2 Timóteo 3:16-17, 2 Pedro 1:3) Palavra de Deus. Paulo ainda afirma que aqueles que se atrevem a ensinar "outro evangelho" "perverter o evangelho de Cristo" e será "amaldiçoado" (Gálatas 1:6-9).

O Livro de Mórmon ridiculariza quem faria tal afirmação (2 Néfi 29:3) e nega que ele contém todos revelação escrita de Deus ao homem (2 Néfi 29:6,10). Ele ainda inacreditavelmente atribui a origem da Bíblia para os judeus (2 Néfi 29:6)!

http://bispo777.blogspot.com.br/2012/06/contradicoes-no-livro-mormons.html

O QUE É O SACERDÓCIO NA IGREJA MÓRMON?

A doutrina Mórmon ensina que o sacerdócio é a autoridade para agir em nome de Deus. O sacerdócio portado pelos membros do sexo masculino da Igreja Mórmon é o mesmo que foi dado aos primeiros apóstolos da Igreja estabelecida por Jesus Cristo quando esteve na Terra. No dia 15 de maio de 1829 o Profeta Joseph Smith orou sobre o batismo. João o Batista apareceu para ele e conferiu a Joseph Smith e a Oliver Cowdery o sacerdócio Aarônico. Algum tempo depois os apóstolos de Cristo, Pedro, Tiago e João apareceram para os dois homens e lhes conferiu o Sacerdócio de Melquisedeque. Era necessário que o sacerdócio fosse restaurados desta maneira porque houve uma grande apostasia e a verdadeira autoridade para agir em nome de Deus havia sido perdida.

Na Igreja Mórmon todos os homens que são dignos podem receber o Sacerdócio. Isso lhes dá a autoridade para liderar e servir. Existem dois tipos de sacerdócio, o Aarônico e o de Melquisedeque. O Sacerdócio Aarônico é o sacerdócio menor citado na Bíblia em Hebreus 7:11-12. Existem quatro ofícios no Sacerdócio Aarônico: Diácono, Mestre, Sacerdote e Bispo. Os rapazes são ordenados diáconos aos 12 anos, mestre aos 14 anos e sacerdote aos dezesseis anos. O sacerdócio Aarônico restaurou a terra a autoridade para pregar o arrependimento em nome de Deus e a habilidade para batizar.

O sacerdócio de Melquisedeque é chamado de “sumo sacerdócio da santa ordem de Deus” (Alma 4:20) nas escrituras, ou simplesmente como “o sacerdócio maior”. Na Igreja Mórmon, o Sacerdócio de Melquisedeque geralmente é dado aos membros dignos do sexo masculino maiores de dezoito anos. São cinco os ofícios no sacerdócio de Melquisedeque: Elder, Sumo Sacerdote, Patriarca, Setenta e Apóstolo, esses ofícios são dados seguindo esta ordem. O sacerdócio restaurou a terra a autoridade para organizar e dirigir a Igreja de Cristo, e a habilidade de realizar as ordenanças do templo.

Os membros do sexo feminino da Igreja Mórmon não portam o Sacerdócio, mas servem em posições de liderança e freqüentam as reuniões de liderança e ajudam na tomada de decisões. Existem três organizações na Igreja Mórmon onde a liderança é formada por mulheres, são elas: Sociedade de Socorro, Moças e Primária. Há uma presidência mundial para cada organização bem como uma presidência de nível local. As mulheres da Igreja também podem servir como professoras, missionárias, voluntárias no templo, e em muitos outros chamados. A Igreja Mórmon não apóia em qualquer gênero ou grau que devido ao homem portar o sacerdócio isso faz com que sejam melhor que as mulheres. O 15º Presidente da Igreja, Gordon B. Hinckley, disse: “Os homens portam o Sacerdócio, sim. Mas minha esposa é minha companheira. Nesta Igreja o homem não pode caminhar a frente nem atrás de sua esposa, mas ao seu lado. Eles são iguais nesta vida…” (Por que as Mulheres não portam o Sacerdócio, Mórmon.org).