terça-feira, 16 de julho de 2013

Melquisedeque

A Bíblia afirma Melquisedeque era "sem pai, sem mãe, sem genealogia [genealogia - ASV]" (Hebreus 7:1-3).

O Livro de Mórmon em Alma 13:18 afirma que "ele [Melquisedeque - JHW]. Reinado fez com seu pai"

3 dias ou 3 horas?

A Bíblia registra em Marcos 15:33 que a crucificação de Jesus, houve trevas por 3 horas.

O Livro de Mórmon tem trevas por 3 dias (3 Néfi 8:20-23).

Rei Benjamim ou Mosías: Um erro corrigido?

Uma mudança parece corrigir um erro num nome dado na edição de 1830. Morôni, lá para o fim do Livro de Mórmon, dá uma história condensada dos Jareditas no Livro de Éter. Em Éter 4:1, a edição de 1839 refere-se a algumas profecias do irmão de Jared que não eram para ser disponíveis ao público até depois da vinda de Cristo. Aquele versículo indicava que o Rei Benjamim guardou aquelas profecias do conhecimento comum, mas uma edição posterior mudou o nome para Rei Mosías, que traduziu o registro do irmão de Jared. Parece que o Rei Benjamim morreu no ano que Mosías recebeu o registro Jaredita, e faz sentido que foi Mosías quem controlou a distribuição da tradução, não o seu idoso pai. Então, podemos ter um exemplo de um erro real que pode mesmo ter ocorrido nas placas originais. Entretanto, Hugh Nibley acha que o editor posterior que fez a alteração (Benjamin para Mosías) poderia ter feito melhor em deixar o erro aparente sem correção. 

Orando sobre o Livro de Mórmon

Uma das coisas que os mórmons pedem para os possíveis convertidos fazerem é ler o Livro de Mórmon e, então, orar a Deus perguntando se o Livro de Mórmon é verdadeiro. Dizem que você receberá um testemunho do Espírito Santo confirmando a veracidade do Livro de Mórmon, que Joseph Smith é um profeta de Deus e que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) é a igreja de Deus restaurada na Terra hoje. É difícil contradizer esse testemunho pois é um fenômeno emocional e, creio eu, espiritual também. Sim espiritual, porém não estou dizendo que vem de Deus, mas sim, do Diabo.
Os Mórmons ensinam que se você for sincero e se pedir a Deus por sabedoria como está escrito em Tiago 1.5, então Deus irá conduzi-lo à verdade. À primeira vista, o que poderia fazer mais sentido do que isso? Porém, existem vários motivos pelos quais essa forma de determinar a verdade é perigosa. A seguir, o motivo mais importante:
A Bíblia diz que para determinarmos a verdade precisamos examinar as Escrituras (ou seja, a própria Bíblia). Primeiro vemos em 2 Timóteo 3:16-17, que diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça...”. E então quando olhamos para Atos 17.11, que diz: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”. Se os bereanos comparavam o que o apóstolo Paulo dizia com as inspiradas Escrituras, deveríamos agir diferente com o Mormonismo ou com qualquer outra seita? Claro que não. Não se ora sobre a verdade; busca-se a verdade na Bíblia. E para começar, os mórmons estão indo contra a Bíblia e confiando em algo que não se pode verificar (exceto por suas próprias emoções subjetivas, nas quais a Bíblia diz para não confiarmos, Jeremias 17.9).

Livro de Mórmon X Doutrina Mórmon

O Livro de Mórmon não contém Mormonismo. Pode-se dizer que ele é mais cristão do que mórmon. A teologia mórmon abrange doutrinas como: diversidade de deuses; deus foi um homem; homens e mulheres têm a capacidade de tornarem-se deuses; porém, o Livro de Mórmon é basicamente cristão em seus ensinos.
As informações seguintes encontram-se no Livro de Mórmon. Compare-as com a doutrina Mórmon e veja as diferenças. Fica claro que o Mormonismo cresceu e foi sendo elaborado enquanto se desenvolvia. Não é internamente consistente e se auto contradiz.

O Livro de Mórmon e Doutrina Mórmon
Há somente um Deus. Mosias 15:1,5; Alma 11:28; 2 Néfi 31:21.
 Mormonismo ensina que existem muitos deuses.Joseph Smith, Journal of Discourses, vol. 6, p. 5.
 A Trindade é um único Deus.Alma 11:44; Mosias 15:5; 2 Néfi 31:21.
 A Trindade são três deuses distintos.James Talmage, Articles of Faith, 1985, p. 35.
 Deus é imutável.Mórmon 9:9,19; Morôni 8:18; Alma 41:8; 3 Néfi 24:6.
 Deus está crescendo em conhecimento. Joseph Smith, Journal of Discourses, vol. 6, p. 120.
 Deus é Espírito.Alma 18:24,28; 22:9,11.
 Deus tem a forma humana.Joseph Smith, Journal of Discourses, vol. 6, p. 3.
 O inferno é eterno.Jacó 3:11; 6:10; 2 Néfi 19:16; 28:21-23.
O inferno não é eterno.James Talmage, Articles of Faith, p. 55.
A poligamia é condenada.Jacó 1:15; 2:23,24,27,31;3:5; Mosias 11:2,4; Éter 10:5,7.
A poligamia é ensinada e praticada.Brigham Young, Journal of Discourses, vol. 3, p. 266.

12 Doutrinas Mórmons Essenciais não Encontradas no Livro de Mórmon

Se o Livro de Mórmon é “o livro mais correto de todos os livros sobre a Terra” (History of the Church, vol.4, p. 461), então por que ele não contém doutrinas Mórmons essenciais como:
  1. Organização da Igreja
  2. Pluralidade de deuses
  3. Pluralidade de esposas
  4. Palavra de Sabedoria
  5. Deus é um homem exaltado
  6. Casamento Celestial   
  7. O homem pode tornar-se um deus.
  8. Três níveis de céu [ou glória]
  9. Batismo dos mortos
  10. Progressão eterna
  11. O Sacerdócio Aarônico
  12. Rituais do Templo: lavagens, consagrações, investiduras, selamentos...
O fundador do Mormonismo afirmou que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros, incluindo a Bíblia (History of the Church, vol. 4, p. 461), e que o homem poderia chegar mais perto de Deus seguindo este livro em vez de qualquer outro livro. Contudo, doutrinas essenciais do Mormonismo nem são mencionadas nele.
Isso se deve porque o Livro de Mórmon não passa de um registro fictício feito por Joseph Smith. Somente depois que o livro foi impresso é que as demais doutrinas heréticas do Mormonismo começaram a  se desenvolver. É por isso que o Livro de Mórmon parece tão cristão –  à primeira vista.

Alterações no Livro de Mórmon

Críticos da Igreja têm acusado o Livro de Mórmon como uma fraude por causa das "milhares demudanças" que nele têm sido feitas ao longo dos anos, como se a Igreja estivesse tentando encobrir alguma discrepância no trabalho de Joseph Smith. Certamente existiram muitas pequenas mudanças no texto, assim como têm existido no texto da versão do Rei Tiago (assim como outras traduções) ao longo dos anos. Estas mudanças têm sido menores, usualmente triviais, primariamente tratando com pontuação, correção de erros tipográficos e modificação de gramática não padrão a fim de esclarecimento. Eu examinei os alegados"erros" mais sérios apontados pelos críticos e não tenho visto qualquer coisa representando uma real mudança de doutrina ou qualquer coisa que lançaria dúvidas sobre as origens do Livro de Mórmon.Discutirei os principais exemplos abaixo:No começo de 1800 a gramática e ortografia ainda não eram padronizadas (nos USA). Joseph ditou a tradução para escribas que soletraram muitas palavras de maneira que não seriam padrões hoje. Centenas de variações de ortografia tiveram de ser corrigidas na primeira edição e em edições subsequentes do texto impresso. Por exemplo, "ware sorraful" em I Néfi 7:20 foi mudado para "were sorrowful". Da mesma forma,nós não deveríamos sentir ultrajados ao encontrar Néfi escrevendo em "plates" hoje quando os escribas deJoseph o tinham escrevendo em "plaits" em I Néfi 13:23. Centenas de tais mudanças tem sido necessárias.Alguns anos atrás, Jerald e Sandra Tanner publicou um livro alegando ter identificado 3.000 mudanças entre a edição original de 1830 e a presente versão. Agora eu tenho ouvido falar de um número perto de 4.000 mencionado em e-mail. Qualquer que seja o número, estes críticos estão tentando criar a idéia de que a Igreja tem alguma coisa a esconder sobre o Livro de Mórmon. Os críticos freqüentemente acusam que existe uma grande encenação sobre as mudanças no texto comparado com o Livro de Mórmon original,completamente ignorando o fato que qualquer um pode comprar reimpressões da edição original nas livrarias SUD e que eruditos SUD livremente e abertamente discorrem e escrevem sobre a natureza destas mudanças.Mudanças no texto têm sido discutidas em publicações oficiais da Igreja como a revista "Ensign" e porgrupos SUD particulares largamente respeitáveis como a FARMS. Os críticos inferem que a Igreja esteja envergonhada com o Livro de Mórmon original e tem de fazer mudanças nele para "aperfeiçoar" a doutrina ou resolver discrepâncias. Tais argumentos são verdadeiramente desonestos. A força motriz para virtualmente todas as mudanças tem sido (1) para assegurar que o texto impresso é fiel ao manuscrito original e (2) para assegurar que o texto seja acessível e legível. Supostas escapadas do texto original geralmente aconteceram mais ser clarificações ou consertos de gramática desajeitada do que de mudanças doutrinárias.As muitas mudanças que críticos estão tão indignados são correções do mesmo tipo que alguém esperaria ao colocar um documento manuscrito em tipos de uma tecnologia rudimentar e sob circunstânciasdifíceis – e em uma época com muitas variedades ortográficas. Muitas das mudanças são devidas ao fato deque o Livro de Mórmon foi ditado para os escribas sem pontuação e sem divisão entre capítulos e versículos- exatamente como alguém esperaria de uma tradução real direta de um texto antigo hebraico ou semítico,escrito sem pontuação. A falta de pontuação no original exigiu muito trabalho após ter sido todo ditado paradepois colocá-lo numa forma apresentável – mas esse trabalho não foi feito para encobrir erros no original enão envolve mudanças de histórias, doutrinas ou qualquer outra coisa semelhante. Inúmeros pequenos errosforam impressos na edição original de 1830 devido a erros em preparação da cópia manual do manuscrito doimpressor do manuscrito original e por causa de erros adicionais de impressões. Novamente, muitas dasmudanças no Livro de Mórmon ao longo dos anos têm sido necessárias para tornar o texto correspondentemais perfeitamente parecido com o manuscrito original. É simplesmente falso dizer que a Igreja deixou ooriginal ou que existiam discrepâncias grosseiras no manuscrito original que precisavam ser consertadas ouporque elas mostravam ser o Livro de Mórmon uma fraude.Na verdade, muitas das mudanças, incluindo a necessidade de adicionar pontuação e quebra decapítulos, refletem as origens semíticas do Livro de Mórmon. Em muitos casos, sentenças que mostravamclássicas construções e frases hebraicas tornavam-se muito pobres em Inglês, e essas necessitavam demodificação para assegurar a legibilidade. Muitas das mudanças envolvidas envolviam em apagar asredundantes frases "e aconteceu que", uma frase que tem sido apagada muitas vezes na Versão do Rei Tiagoe outras traduções do Velho Testamento. As numerosas supressões de "e aconteceu que" nas traduções tantoda Bíblia como do Livro de Mórmon não são devido a qualquer encobrimento dos tradutores, mas porqueessa frase semítica comumente usada torna-se muito desajeitada em Inglês (ou qualquer língua moderna).Abaixo, discorrerei outras evidências de origens hebraicas em mudanças requeridas.As edições impressas e os Manuscritos OriginaisEu já mencionei a edição original de 1830, mas houve na verdade uma variedade de edições de 1830com diferenças extremamente pequenas, geralmente tipográficas introduzidas na impressão. As edições de1830 foram produzidas sob circunstâncias difíceis incluindo pressão de tempo, perseguição, pobreza etecnologia rudimentar, fatores que fariam com que pequenos erros fossem difíceis de ser evitados. Porexemplo, no processo de passar de um ditado verbal para um manuscrito original escrito e daí para umaseparada cópia manuscrita do impressor para finalmente o conjunto de tipos da versão do livro, houve muitasoportunidades para erros tipográficos e outros erros menores. Uma circunstância difícil era o fato de que opróprio editor era não amigável com a Igreja. Isto pouco fez para que o texto fosse tratado com grandecuidado e respeito durante o processo de publicação. Conforme Joseph Fielding Smith explicou (Respostaspara perguntas do Evangelho, Vol.2, p.200),"Sendo nada amigável, teria sido uma coisa natural para (o editor) permitir alguns erros aparecer.Um cheque cuidadoso da lista de mudanças submetidas pelos... críticos mostram que não há uma só mudançaou adição que não esteja em completa harmonia com o texto original. Mudanças têm sido feitas empontuação e em alguns outros pequenos problemas que necessitam de correção, mas nunca qualqueralteração ou adição mudou uma simples idéia original. Conforme aparece para nós, as mudançasmencionadas são tais que tornam o texto mais claro e indicam que ela foram omitidas. Tenho certeza de queos erros ou omissões na primeira edição foram em larga medida devido a falta do compositor ou doimpressor. Muitos destes erros que estavam nas primeiras provas foram apanhados pelo próprio JosephSmith e ele fez as correções.O impressor tem mesmo sido citado como dizendo ter permitido muitos erros "não gramaticais" deser impressos.Uma boa visão geral das várias edições do Livro de Mórmon que têm sido publicadas desde 1830 seencontram num artigo por Royal Skousen na Enciclopédia do Mormonismo, Vol. 1, intitulado "Edições doLivro de Mórmon (1830-1981)," das quais eu coto:Quatro edições foram publicadas durante a vida de Joseph Smith:1. 1830: 5.000 cópias; publicado por E.B. Grandin em Palmyra, New York. Em geral, a primeira edição éuma cópia fiel do manuscrito do impressor (embora em uma ocasião o manuscrito original, ao invés dacópia do impressor foi usado para colocação dos tipos). Como um todo, esta edição reproduz o que ocompositor, John H. Gilbert considerou "erros" gramaticais. Gilbert acrescentou pontuação e determinou oparafraseamento da primeira edição...Nesta e em todas edições antigas, não havia versificação.2. 1837: 3.000 ou 5.000 cópias; publicado por Parley P. Pratt e John Goodson, Kirtland, Ohio. Para estaedição, centenas de mudanças gramaticais e umas poucas correções foram feitas no texto. A edição de 1830 eo manuscrito do impressor foram usados como base para esta edição.3. 1840: 2.000 cópias; publicado por Ebenezer Robinson e Don Carlos Smith (por Shepard e Stearns,Cincinati, Ohio), Nauvoo, Illinois. Joseph comparou o texto impresso com o manuscrito original edescobriu um número de erros feitos ao copiar o manuscrito do impressor do original. Dessa forma aedição de 1840 restaura alguns dos escritos do manuscrito original.4. 1841:… essencialmente uma reimpressão da edição de 1837 com ortografia Britânica.Duas edições adicionais, uma em 1849 (editada por Orson Pratt) e a outra em 1852 (editada por Fraklin D.Richards), mostram pequenas edições do texto. Na edição de 1852, Richards acrescentou números aosparágrafos para ajudar em encontrar as passagens, desta forma criando a primeira - embora primitiva –versificação do Livro de Mórmon.Outras três importantes edições SUD envolveram mudanças principais no formato assim como pequenascorreções editoriais:1. 1879: Editado por Orson Pratt. Mudanças principais no formato do texto incluem divisões dos longoscapítulos do texto original, um real sistema de versificação (que tem sido seguido em todas edições SUDsubseqüentes), e notas de rodapé (a maioria referências escriturísticas).2. 1920: Editado por James E. Talmage. Mudanças adicionais em formato incluíam material introdutório,colunas duplas, sumários de capítulos e notas novas de rodapé. Algumas pequenas mudanças editoriaisencontradas nesta edição apareceram primeiramente nas edições de 1905 e 1911 também sob o trabalhoeditorial de Talmage.3. 1981: Editado por um comitê encabeçado pelos membros do Quórum dos Doze. Esta edição éprincipalmente um retrabalho da edição de 1920: O texto aparece novamente em colunas duplas, mas novomaterial introdutório, sumário de capítulos e notas de rodapé são providenciadas. Cerca de vinte errostextuais significantes que entraram no manuscrito do impressor são corrigidos pela referência do manuscritooriginal. Outras correções foram feitas em comparação com o manuscrito do impressor e a edição de 1840 deNauvoo.Para compreender a história de algumas das edições dadas acima, é útil entender a relação entre osdois manuscritos do Livro de Mórmon. Royal Skousen novamente providencia informação útil em seuartigo, "Manuscritos do Livro de Mórmon", na Enciclopédia do Mormonismo, Vol. 1:As versões impressas do Livro de Mórmon derivam de dois manuscritos. O primeiro, chamado omanuscrito original (O), foi escrito por pelo menos três escribas conforme Joseph traduzia e ditava. O escribamais importante foi Oliver Cowdery. Este manuscrito começou não mais tarde do que Abril de 1829 eterminou em Junho de 1829.Uma cópia do original foi então feita por Oliver Cowdery e dois outros escribas. Esta cópia échamada o manuscrito do impressor (P), uma vez que foi aquela normalmente utilizada para agrupar os tiposda primeira (1830) do Livro de Mórmon. Começou em Julho de 1829 e terminou em Março de 1830.O manuscrito do impressor não é uma cópia exata do manuscrito original. Existem em media trêsmudanças por página do manuscrito original. Estas mudanças parecem ser erros naturais dos escribas; hápouca ou nenhuma evidência de editoração consciente. As maiorias das mudanças são pequenas e cerca deuma em cada cinco produz uma diferença discernível em significado. Porque são todas relativamentepequenas, a maioria dos erros então introduzidos no texto permaneceram nas edições impressas do Livro deMórmon e não foram detectadas e corrigidas exceto pela referência ao manuscrito original. Cerca de 20destes erros foram corrigidos na edição de 1981.O compositor da edição de 1830 acrescentou pontuação, paráfrases, e outras marcas de impressão acerca de um terço das páginas do manuscrito do impressor. Estas mesmas marcas aparecem em umfragmento do original, indicando que foi utilizado pelo menos uma vez na colocação dos tipos na edição de1830.Em preparação para a Segunda edição (1837), centenas de mudanças gramaticais e umas poucascorreções textuais foram feitas em (P). Após a publicação desta edição, (P) ficou retida por Oliver Cowdery.Após sua morte em 1850, seu cunhado, David Whitmer, guardou (P) até sua morte em 1888. Em 1903 o netode Whitmer vendeu (P) para a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a qual odetém hoje...O manuscrito original não foi consultado para a editoração da edição de 1837. No entanto, aoproduzir a edição de 1840, Joseph Smith usou (O) para restaurar algumas de suas leituras originais. Emoutubro de 1841, Joseph Smith depositou (O) na colocação da pedra fundamental da Casa de Nauvoo. Maisde quarenta anos mais tarde, Lewis Bidamon, segundo marido de Emma Smith, abriu os alicerces da Casa deNauvoo e descobriu infiltração de água havia destruído a maior parte do (O). As páginas remanescentesforam entregues a vários indivíduos durante os anos de 1880.Hoje aproximadamente 25% do texto do (O) sobreviveu: 1 Néfi 2 até 2 Néfi 1, com lacunas; Alma22 até Helamã 3, com lacunas; e uns poucos outros fragmentos. Todas exceto uma das páginas autênticas efragmentos do (O) são guardados nos arquivos do Departamento Histórico SUD; metade de uma página(com I Néfi 14) é mantida em propriedade da Universidade de Utah.Baseado num exame dos 25% mais ou menos do Manuscrito Original que sobreviveu, pode-seconcluir que "Joseph Smith", conforme traduzia, aparentemente nunca voltou para trás a fim de cruzar,checar, revisar ou modificar. As páginas do manuscrito contêm as palavras escritas pelos escribas de Joseph(primariamente Oliver Cowdery) conforme o profeta falava a tradução "(Re-explorando o Livro de Mórmon,p.10)".Natureza das mudanças"Consertando" Hebraísmos: A Influência Aparente de Origens SemíticasA posição SUD é de que o Livro de Mórmon foi traduzido para o Inglês por Joseph Smith. O registrooriginal foi escrito numa língua antiga derivada do Hebreu. Interessantemente, muitas das expressões nomanuscrito original não são características do Inglês, mas são típicas do Hebreu e de outras linguagenssemíticas, sugerindo que alguns aspectos da tradução foram mais diretos. Muitas das mudanças realizadas noLivro de Mórmon foram devidas à necessidade em fazer com que estruturas de forma Hebraicas melhor seconformassem a expressões idiomáticas do Inglês. Apagando as aparentes redundantes expressões "eaconteceu que" é um exemplo.Mais interessante é a correção de uma esquisita frase em Alma 46:19 onde Morôni acena o "rasgo desua túnica." Isto foi mais tarde corrigido para "a parte rasgada de sua túnica," o que faz muito mais sentido.Alguns têm objetado que esta mudança foi uma tentativa de esconder uma discrepância óbvia no textooriginal. Além do mais, como alguém acenar um rasgo, um corte ou um furo? Mas em Hebreu, isto é umaexpressão correta. (Interessantemente, a incomum prática de acenar um vestido rasgado no ar é verificada emoutros documentos do Oriente Médio [veja nota de rodapé abaixo].) John Tvedtness explica em BYUStudies, Vol. 11, No. 1 (Outono 1970), p. 50:[Na] edição de 1830 do Livro de Mórmon, lemos que "quando Morôni dissera estas palavras, ele foientre o povo, acenando o rasgo de sua túnica no ar" (p.351.) Quando a palavra "rasgo" é utilizada como umsubstantivo em Inglês (assim como comumente em Português), pode se referir a um buraco causado por umaruptura na roupa, mas não, de meu conhecimento, como uma porção da roupa rasgada; o improvável uso de"rasgo" em Inglês como um substantivo sem nenhuma dúvida contribuiu para o fato que em subseqüentesedições do Livro de Mórmon, foi alterado para se ler "parte rasgada" (Alma 46:19). Mas os hebreus iriam,neste exemplo, usar somente uma palavra, 'qera', "rasgo (parte rasgada)," vindo de 'qara', "ele rasgou, cortou"para substantivos, em hebreu, são derivados de raízes – como são verbos hebraicos – pela adição de certasvogais padrões que as distinguem de outras partes do discurso.Também digno de nota é a ocorrência da cláusula condicional que é típica do hebraico, mas nãoencontrada em Inglês, Royal Skousen explica em "A Linguagem Original do Livro de Mórmon: Dialeto dointerior do estado de New York , Inglês da Versão do rei Tiago, ou hebraico?," Journal of Book of MórmonStudies, Vol. 3, No. 1, p. 34:Em Inglês (assim como em Português), temos cláusulas condicionais como "se você vier, então euvirei," com o "então" sendo opcional. Em hebraico esta mesma cláusula é expressa como "se você vier e euvirei." No texto original do Livro de Mórmon, havia pelo menos quatorze ocorrências destas expressões nãoInglesas. Uma ocorrência foi acidentalmente removida em I Néfi 17:50 quando Oliver Cowdery estavaproduzindo o manuscrito do impressor (P) ao copiar do manuscrito original (O):"Se ele me ordenasse que dissesse a esta água converte-te em terra e ela se converteria" (O)[isto hoje se lê "E se ele me ordenasse que dissesse a esta água, converte-te em terra, ela seconverteria..."]As remanescentes treze ocorrências foram todas removidas por Joseph Smith em sua editoração paraa segunda edição [1837], incluindo esta da famosa passagem em Morôni 10:4:"e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo e ele vosmanifestará a verdade delas" [hoje se lê “e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção,tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas” – um “e” foi suprimido].Este uso do "e" não é devido a erro do escriba, uma vez especialmente que esta expressão "se – e"ocorre sete vezes em uma única breve passagem, Helamã 12:13-21 [manuscrito original]:13 Sim, e se ele diz à Terra mova e ela se move...14 Sim, e se ele diz à Terra – volta para trás a fim de que se prolongue o dia por muitas horas e isso éfeito...16 E eis também que se ele diz às águas do abismo – Secai – e assim sucede...17 Eis que se diz a esta montanha ergue-te e vai e cai sobre aquela cidade, para que seja soterrada eeis que assim se sucede...19 E se o Senhor disser amaldiçoado seja para que ninguém jamais te encontre a partir deste dia eeis que homem algum jamais o encontrará...20 E eis que se o Senhor disser a um homem em virtude de tuas iniqüidades tu serás amaldiçoadopara sempre e assim será ...21 E se o Senhor disser a um homem em virtude de tuas iniqüidades tu serás amaldiçoado parasempre e assim será[Todos esses exemplos foram alterados na edição de 1837 a fim de ser mais gramatical em Inglêsao remover o extra “e” e acrescentando pontuação apropriada.]Skousen também explora o uso original no Livro de Mórmon do “e aconteceu que", encontrandomuitos paralelos com o uso hebraico do termo “way’hi” significando “e aconteceu".Ele descobre que usos defrases que soam esquisito no texto original que desde então foram apagadas são consistentes com o usohebraico e têm paralelos na Bíblia onde os tradutores do Rei Tiago suprimiram aquela expressão em casossemelhantes para uma melhor gramática Inglesa. Skousen conclui (p.38):O que é importante aqui é perceber que o texto original do Livro de Mórmon aparentemente contémexpressões que não são características do Inglês em qualquer lugar ou tempo, em particular nem ao dialetodo interior do Estado de Nova York de Joseph Smith nem a Bíblia do Rei Tiago. Subseqüentes editorações dotexto para o Inglês padrão têm sistematicamente removido estas estranhas expressões não inglesas do texto –as mesmas expressões que providenciam o mais forte suporte para a hipótese de que o Livro de Mórmon éuma tradução literal de um texto não Inglês. Mais, os potenciais hebraísmos encontrados no texto originalsão consistentes com a crença, mas não provam, que a origem do texto está relacionado com a linguagem daBíblia Hebraica.Alterações para esclarecimento de sentidoApenas um punhado de mudanças pode ser dito ter alguma significância potencial, ainda estespodem ser explicados e justificados como adições editoriais para aperfeiçoar a compreensão do texto.Deus ou o Filho de Deus?A mais comumente mudança criticada envolve o esclarecimento três vezes de que membro daDeidade estava se referindo em uma passagem (I Néfi 11) descrevendo o futuro ministério de Cristo e a“condescendência de Deus.” Robert L. Millet explica o que foi alterado em O Poder da Palavra: Doutrinas deSalvação do Livro de Mórmon, Salt Lake City: Deseret Book Company (1994), pp. 11-12:A condescendência de Deus o Filho consiste na vinda à Terra do grande Jeová, o Senhor DeusOnipotente, o Deus dos antigos. A edição de 1830 do Livro de Mórmon contém as seguintes palavras do anjopara Néfi: “Eis, que a virgem que vês é a mãe de Deus, segundo a carne” (I Néfi 11:18). O anjo mais adiantedisse a Néfi concernente a visão do infante Cristo, “Eis o Cordeiro de Deus, sim, o Pai Eterno!” (I Néfi11:21; compare com I Néfi 13:40, edição de 1830, onde a condição de Filho é mais bem declarada). Maistarde na mesma visão do ministério de Cristo, o anjo falou, dizendo, “Olha! E olhei,” Néfi acrescenta, “e vi oCordeiro de Deus ser levado pelo povo; sim, o Deus eterno foi julgado pelo mundo; e vi e testifico” (I Néfi11:32). Na edição de 1837 do Livro de Mórmon, Joseph Smith o profeta mudou estes versículos para que selesse “a mãe do Filho de Deus,” “o Filho do Pai Eterno” e “o Filho do Eterno Deus,” respectivamente.Parece que o profeta fez estas alterações textuais a fim de assistir os Santos dos Últimos Dias na totalcompreensão do sentido destas expressões.Também pode ser que Joseph alterou estes versículos para certificar-se que nenhum leitor – membroou não membro – pudesse confundir a compreensão dos Santos dos Últimos Dias do Pai e do Filho comaquela de outras denominações cristãs, particularmente da Igreja Católica Romana. Veja um artigo por OliverCowdery, “Problemas no Oeste,” no Mensageiro e Advogado dos Santos dos Últimos Dias, I (Abril 1835), p.105. [Este parágrafo é uma nota de rodapé do parágrafo anterior no livro de Millet.]Hugh Nibley também discorre sobre estas mudanças (Since Cumorah, p. 6):Na primeira edição Maria é referida como a “mãe de Deus, segundo a carne” (I Néfi 11:18); ainserção em edições posteriores de “do Filho de Deus” é simplesmente inserida para deixar claro que asegunda pessoa da Deidade está sendo referida, e portanto evitar confusão, uma vez que durante ascontrovérsias teológicas do começo da Idade Média a expressão “mãe de Deus” tomou uma conotaçãoespecial o qual perdura para muitos cristãos.Três versículos adiante (I Néfi 11:21), a declaração do anjo, “Eis o Cordeiro de Deus, sim, mesmo oPai Eterno!” tem sido remodelado em edições posteriores para “mesmo o Filho do Pai Eterno!” para evitarconfusão: nesta passagem o Pai Eterno está possivelmente em aposição não ao “Cordeiro” mas a “Deus” –ele é o Cordeiro de Deus-o-Pai-Eterno. Mas isso poderia não ser óbvio para a maioria dos leitores, e entãopara evitar confusão, e sem ao mínimo alterar o sentido do texto, o Cordeiro de Deus é feito equivalente aoFilho do Pai Eterno. Ambas idéias estão bem corretas e não há conflitos entre elas.Muitos críticos têm tentado dizer que Joseph originalmente acreditava no conceito Trinitarista deDeus quando ele escreveu o Livro de Mórmon, mas posteriormente mudou de idéia e mudou o texto paraindicar que Deus e o Filho de Deus são personagens distintos. Este argumento é sem fundamento. Omanuscrito original (O) e cada versão impressa do Livro de Mórmon tornam claro em múltiplas passagensque Cristo e Deus são seres distintos (e.g. 2 Néfi 25 e 2 Néfi 31). Até mesmo no capítulo onde Joseph Smithfez as alterações, o Manuscrito Original e o atual Livro de Mórmon falam do Messias como o Filho de Deus,no versículo 24 de I Néfi lemos: "E eu olhei, e observei o Filho de Deus indo entre os filhos dos homens; e vimuitos caindo aos seus pés e adorando-o." Isto está consistente com as alterações feitas por Joseph. Não hánenhuma mudança de sentido, apenas uma clarificação auxiliar para leitores modernos.Embora Deus o Pai e Cristo sejam seres distintos, Cristo como um membro da Deidadeperfeitamente unida pode sustentar o título de "Deus" assim como de "Pai Eterno." Os escritores do Livro deMórmon viveram muito tempo antes que a confusa, pós-bíblica doutrina neo-Platônica da Trindade tivessesido formulada. Eles podiam usar os vários títulos de Cristo sem se confundirem no que queriam dizer(compare Mosías 15:4; 16:15; Alma 11:38-39). No entanto, para o benefício de leitores modernos asalterações anotadas acima no Livro de Mórmon ajudam a eliminar potenciais confusões.Águas do BatismoUma outra alteração significativa argüida ocorre em I Néfi 20:1, onde Isaías é cotado. Após areferência de Israel vindo "das águas de Judá", Joseph Smith posteriormente inseriu a frase "ou das águas dobatismo" a fim de esclarecer, não mudar o que o texto quisesse dizer.Rei Benjamim ou Mosías: Um erro corrigido?Uma mudança parece corrigir um erro num nome dado na edição de 1830. Morôni, lá para o fim doLivro de Mórmon, dá uma história condensada dos Jareditas no Livro de Éter. Em Éter 4:1, a edição de 1839refere-se a algumas profecias do irmão de Jared que não eram para ser disponíveis ao público até depois davinda de Cristo. Aquele versículo indicava que o Rei Benjamim guardou aquelas profecias do conhecimentocomum, mas uma edição posterior mudou o nome para Rei Mosías, que traduziu o registro do irmão deJared. Parece que o Rei Benjamim morreu no ano que Mosías recebeu o registro Jaredita, e faz sentido quefoi Mosías quem controlou a distribuição da tradução, não o seu idoso pai. Então, podemos ter um exemplode um erro real que pode mesmo ter ocorrido nas placas originais. Entretanto, Hugh Nibley acha que o editorposterior que fez a alteração (Benjamin para Mosías) poderia ter feito melhor em deixar o erro aparente semcorreção.Era necessário mudar o nome de Benjamin (na primeira edição) para Mosías nas edições posterioresde Éter 4:1? Provavelmente não, embora seja certo que Mosías guardou os registros em questão, não é denenhuma maneira certa que seu pai, Benjamim, não tomou parte também em conservá-los. Era Benjamimquem mostrava o zelo de uma longa-vida de amante dos livros e no estudo e conservação de registros; e apóster entregado ele o seu trono ao seu filho Mosías ele viveu ou pode bem ter dependido muitos dias entre seusamados registros. E entre estes registros poderiam ter estado as placas jareditas, as quais foram trazidas paraZarahemla no começo do quarto ano do reinado de Mosías quando seu pai poderia ainda estar vivendo(Mosías 8:9-15).A alteração em Éter 4:1 é a mais problemática de que estou ciente, pois aponta para um erro factualgenuíno. O erro poderia ser da parte de um editor posterior (uma desnecessária mudança de nomes? Por quealterá-lo, mesmo se ele parecesse errado?), de Joseph Smith (ditou o nome errado?), ou de Morôni (umdeslize?), mas em qualquer evento, um erro foi cometido – exatamente como a página título do Livro deMórmon indica como uma possibilidade: "E agora, se existem faltas elas são erros de homens; portanto, nãocondeneis as coisas de Deus..." Embora considere esta mudança como problemática, é ainda inteiramentetrivial. O nome mencionado em Éter 4:1 é um detalhe menor de nenhuma significância. Não muda nadasobre a mensagem do Livro nem altera nossa compreensão da história de Benjamim e Mosías. Mostra que oLivro de Mórmon não é completamente infalível, mas ninguém jamais disse que o era. Um deslize de língua,caneta ou estilo não invalida um livro sagrado. Na minha opinião, a maior questão levantada pelo aparenteerro em Éter 4:1 é o que o Rei Benjamim estava fazendo após Mosías ter traduzido o registro jaredita: estavaele morto ou convalescente, ou estava ele ativamente trabalhando com os registros sagrados, incluindo otexto jaredita, enquanto seu filho assumia o trono? (Pessoalmente, I suspeito que Éter 4:1 deveria ter ditoMosías ao invés de Benjamim, mas se estava Benjamim no manuscrito original [infelizmente este pedaçoestá perdido...], preferia deixar lá como Benjamim).Júbilo ou Inimigos (Joy ou Foes): O Problema da escrita à mãoAlma 57:25 fala do milagre que ocorreu quando 2060 jovens fiéis lamanitas foram protegidosdurante uma terrível batalha. Ela diz, "E para nosso grande assombro, e também para júbilo de nosso inteiroexército, não havia uma só alma deles que havia perecido".A palavra "júbilo"('joy') foi acrescentada em1891, tomando o lugar da palavra "inimigos"('foes') a qual estivera em todas as versões anteriores do Livrode Mórmon. Críticos da Igreja reclamam tolamente, mas a escrita à mão do manuscrito do impressor é difícilde ler neste ponto e os primeiros tipógrafos e corregedores de texto aparentemente pensaram que dizia"inimigos"('foes').Um exame cuidadoso do manuscrito, entretanto, mostrou que a palavra é realmente"júbilo"('joy'). (Robert J. Matthews, "Por que têm sido feitas alterações nas Edições Impressas do Livro deMórmon?," The Ensign, Março 1987, pp. 47-48). A palavra "inimigos"('foes') faz sentido, mas "júbilo"('joy')faz ainda mais sentido naquela passagem. Tenho visto escritas manuais antigas onde "j" se parece muito com"f" e "y" parece bem estranho, então posso imaginar como surgiu o problema.Alterações entre o manuscrito do Impressor e o Manuscrito OriginalEnquanto alterações nas versões impressas do Livro de Mórmon têm recebido a maioria das atenções,existem algumas diferenças entre o Manuscrito do Impressor (P) e o Manuscrito Original (O). Uma visãogeral das diferenças é dada em Reexplorando o Livro de Mórmon, pp. 10-11:Algumas dúzias de diferenças entre o Manuscrito Original e o Manuscrito do Impressor, nunca antesnotadas, têm sido detectadas. Por exemplo, Zenock e grafado "Zenoch" no manuscrito original (esta grafiacompara-se com aquela de Enoch, em Inglês). Em Alma 51:15, o Manuscrito Original relata que Morônienviou uma petição ao governador "desejando que ele deveria (heed it)." A edição de 1830 dispõe estafrase como "desejando que ele deveria lê-la (read it)". Em Alma 54:17, o Manuscrito Original faz a asserçãode que os Lamanitas declaravam que o governo "justamente (rightfully) lhes pertenciam". No manuscrito doImpressor, esta palavra torna-se "prontamente" (rightly). Em outros exemplos, "forçando (pressing) seuscaminhos" viram "sentindo (felling) seus" caminhos" (I Néfi 8:31), um "foram" (were) transforma-se em"foi" (was) (1 Néfi 13:12), e um "deverá" (shall) torna-se um "deveria" (should ) (1 Néfi 17:50). "Ouvi evede" torna-se "vede e ouvi" (1 Néfi 20:6), e a "mais pobre classe do povo" torna-se a "a classe pobre dopovo" (Alma 32:2).Analisando as alterações rende algumas observações importantes sobre os manuscritos:1. As diferenças entre o Manuscrito Original e o Manuscrito do Impressor são poucas. Apenas cercade uma diferença por página de manuscrito existe – de longe muito menos do que alguém pudesse teresperado.2. As diferenças entre o Manuscrito do Impressor e o Manuscrito Original são pequenas, e a maioriados erros são erros naturais de transcrição. O Manuscrito do Impressor não mostra nenhum sinal de qualquereditoração consciente da parte de Oliver Cowdery. Estes manuscritos mostram que ele foi cuidadoso emreproduzir exatamente o que tinha sido rapidamente escrito no Manuscrito Original.3. Tão bom quanto o Manuscrito do Impressor é, o Manuscrito original é ainda melhor. Das trinta esete diferenças na transcrição observadas até agora, dezessete delas mostram que a leitura no manuscrito doimpressor tornara-se mais desajeitada ou imprópria gramaticalmente ou não usual. Em apenas sete casos erao Manuscrito Original mais difícil de entender, devido, por exemplo, a ortografias atípicas ou gramáticasestranhas (como hebraísmos).4. Surpreendentemente, os erros copiados no Manuscrito do Impressor tendem a tornar o texto maiscurto ao invés de mais longo. Das trinta e sete diferenças, apenas duas mudaram uma palavra mais curta parauma mais longa, enquanto em sete casos uma palavra mais longa foi contraída para uma mais curta. Isto éintrigante porque pessoas trabalhando com manuscritos bíblicos geralmente assumem que os textos tendem acrescer à medida que transmissões dos escribas as alteram. A experiência de Oliver Cowdery manifesta umatendência oposta.Acima de tudo, um exame cuidadoso destes manuscritos rende evidência sólida de que OliverCowdery foi verdadeiro ao seu chamado como um escriba. Embora muito do Manuscrito Original nãosobreviveu, podemos razoavelmente estimar que Oliver copiou o Livro de Mórmon para o Manuscrito doImpressor com apenas 140 diferenças – todas elas aparentemente simples deslizes da mão ou do olho.Considerando a tarefa de escrever com uma pena de tinteiro e a magnitude do trabalho, a acuidade datranscrição de Oliver parece quase fenomenal.Baseado numa pesquisa por Royal Skousen, Dezembro de 1988. Trabalhos com os manuscritos doLivro de Mórmon continuam. Para o último relato detalhado, veja Royal Skousen, "Em direção a umaEdição Crítica do Livro de Mórmon", BYU Studies 30 (Inverno de 1990): 41-69. Para informações sobre asmais recentes descobertas de vários fragmentos do Manuscrito origianl, veja o periódico da F.A.R.M.S.,Insights (Janeiro de 1991).Hugh Nibley providencia uma visão geral das mudanças introduzidas na impressão do Livro deMórmon em "A Partir de Cumorah, pp. 3-5":Por que, então tem os críticos se escandalizados e se deleitados em descobrir que a segunda edição do Livrode Mórmon corrigiu muitos erros da primeira? Por anos este escritor apenas usou a primeira edição em suasaulas, e ainda é de longe a melhor. Está cheio de erros, mas estes são óbvios. De acordo com o impressor,J.H. Gilbert, Joseph Smith lhe disse para deixar a gramática inalterada, uma vez que o "Velho Testamento énão gramatical." [ A declaração de Gilbert encontra-se na Primeira Impressão do Livro de Mórmon p.2, ummemorando feito por John H. Gilbert, 8 de Setembro de 1892; original nos arquivos da Igreja SUD;reimpresso em Wilford C. Wood, Joseph Smith inicia seu trabalho (Salt Lake City: Deseret, 1958), 1:[xxviii].] Conforme veremos, estudos recentes dos profetas do Velho Testamento mostram quefreqüentemente eles misturavam suas pessoas, números e tempos verbais em discursos fervorosos,exatamente como Abinadi faz na primeira edição do Livro de Mórmon páginas 182-83. Por outro lado, oProfeta deu a Gilbert carta branca com relação à pontuação e ortografia: "O Manuscrito", diz o impressor,"formava um sólido parágrafo, sem sinais de pontuação do começo ao fim." Imaginem 600 páginas disto!Como pode isto ser explicado exceto com a suposição de que o texto foi realmente ditado palavra por palavrapor um homem sem educação formal para um outro? Não era nenhum ardil ou truque, desde que ninguém,mas o próprio impressor tivesse mencionado isto, e ele foi autorizado a corrigir o manuscrito onde achassenecessário. O manuscrito utilizado pelo impressor está hoje disponível, e mostra que Mr. Gilbert tomoualgumas liberdades com o texto. Acreditamos ser Joseph Smith responsável quando lemos na primeira ediçãona página 69 cinco linhas a partir de baixo, "For my soul deliteth in the Scriptures" e apenas duas linhasabaixo que, "Behold my soul delighteth in the Scriptures?" Desde que pela sua própria admissão o impressorfoi autorizado a corrigir a ortografia, não é ele culpado de colocar na quinta linha a partir de baixo da página180: "Lamoni rehearst unto him" e na última linha de baixo "Now when Lamoni had rehearsed unto him".Ouquem é responsável pelo "peeple" (ao invés de "people") na página 127, após a palavra ter sido grafadacorretamente uma centena d evezes? Se o impressor estivesse corrigindo a ortografia de Oliver Cowdery eledeveria ter corrigido estes errros; se não, o prórpio Cowdery tivera obviamente cometido deslizes e qualquereditor não estava apenas livre para corrigir os deslizes, mas também para ignorá-los. Se o impressor escolheusar ou omitir um hífen ou uma vírgula é uma questão de pontuação e inteiramente dependente dele mesmo."Havia alguns erros de impressão", escreveu Joseph Smith, e alguns ainda levantam suas mãos com horror,como se não existissem erros de impressão a serem encontrados em quase qualquer edição da Bíblia.Um erro ocasional de impressão na Bíblia não perturba ninguém, tanto porque é esperado deacontecer e fácil de ser corrigido. Mudanças nas palavras para clarificar o Inglês também causam poucaofensa. "A-going" e "a-journey" (Livro e Mórmon primeira edição, página 249) eram perfeitamenteaceitáveis em uso na época e no local de Joseph Smith, mas não mais: conseqüentemente nós as alteramosnas edições modernas para não confundir os jovens, embora para este autor "a-going" e "a-journey" tem umabela cor e sonoridade – uma vovó americana sempre falou desta forma. Na sua Bíblia em Inglês vocêencontrará muitas palavras em itálicos, estas são todas palavras não encontradas no original, e elas variam deedição para edição: elas são lá colocadas pelos vários tradutores numa tentativa de conceber tão claro quantopossível o que o pensamento dos escritores originais tinham em mente. Então você encontrará no mesmosegundo versículo de sua Bíblia do Rei Tiago a palavra "was" (foi) em itálicos – porque nos textos hebreus apalavra "was" (foi) simplesmente não está lá, mas a fim de fazer um bom Inglês ela tem de lá ser inserida. Seos homens podem tomar tais liberdades com a Bíblia, enquanto sustentando que ela seja um livro infalível,porque não deveríamos ser permitidos a mesma liberdade com o Livro de Mórmon o qual ninguém clama serinfalível?Mudanças na Palavra de Deus? Uma Perspectiva Bíblica.Muitos dos argumentos usados para rejeitar o Livro de Mórmon rejeitariam também a Bíblia. Meuconselho: cuidado ao rejeitar alguma coisa de Deus por causa dos argumentos dos homens. Existem erros deescribas na Bíblia? Têm havido mudanças nas traduções bíblicas? Têm havido alterações nas traduçõesbíblicas? Têm havido erros tipográficos? Há contradições aparentes no texto? A Resposta é sim! (veja o sítio:http://www.skepticsannotatedbible.com/contradictions.html onde uma lista de 300 aparentes contradições sãolevantadas – recomendo este “site” com ressalvas, não concordo com o cepticismo ferrenho dos autores, maspelo menos serve para mostrar que a Bíblia não é infalível em seu texto) – mas a resposta é também que elesnão são problemas sérios. Erros de copistas, erros de tradutores, erros de impressores são razões inadequadaspara rejeitar a Bíblia. É difícil aceitar a Bíblia como infalível – como perfeitamente correta em cada palavrade cada versículo – mas a Bíblia não faz tal alegação! O alicerce da Igreja não é textos imaculados, masrevelação divina que serve como leme para firmar a direção da Igreja de Deus (Efésios 4:11-14). Santos dosÚltimos Dias não acreditam em textos infalíveis e reconhecem que erros possam existir. Se for o caso, estessão erros humanos, não de Deus. Deus pode consertar qualquer dano causado pelos homens ao providenciarrevelação apropriada quando necessário.Joseph Fielding Smith coloca isto bem:Têm havido milhares de alterações na Bíblia em anos recentes, mas as pessoas não parecem reclamar sobreisso. Temos livros em nossa biblioteca por ateus que tratam a Bíblia no mesmo espírito que estes críticostratam o Livro de Mórmon, mas seus criticismo não provam ser a Bíblia falsa. Todos sabemos que existemcontradições na Bíblia e muitas interpretações errôneas, mas nós não saímos por aí encontrando erros econdenando a Bíblia porque estas coisas ocorrem. Existem passagens onde os autores dos evangelhos deMateus, Marcos e Lucas relatam as mesmas histórias diferentemente em suas interpretações, ou em seusdetalhes relativos a importantes eventos, Deveremos atirar a Bíblia fora por causa disto? Verdadeiramentenão!(Respostas a Questões do Evangelho, Vol 2, p. 200)Erros tipográficos têm ocorrido em muitos testos bíblicos, especialmente nos dias antigos decolocação dos tipos à mão. Eruditos Britânicos têm feito muitas correções e revisões na Bíblia do Rei Tiagodesde sua primeira impressão em 1611. Um óbvio, mas pouco conhecido resultado é que muitas palavrasestão agora em itálicos, indicando que a palavra foi "acrescentada" ao texto para esclarecimento de sentidoou auxiliar no fluxo de pensamento. Por exemplo, em 1611, havia 43 palavras em itálicos no Evangelho deMateus, mas pelo ano de 1870 revisões editoriais ao texto resultaram em 583 palavras em itálicos em Mateus(P. Marion Simms, A Bíblia na América, New York: Wilson-Erickson, 1936, p. 97, conforme citado porRobert J. Matthews, "Por que alterações foram feitas nas Edições Impressas do Livro de Mórmon?," TheEnsign, Março de 1987, pp.47-48). Alguém já viu os Tanners ou outros críticos SUD expressarem talindignação sobre tais mudanças na Bíblia? Além do mais, se tivéssemos quaisquer dos textos ORIGINAISdos autores da Bíblia, nós certamente veríamos muitas pequenas mudanças relativas ao vários manuscritosbíblicos que possuímos hoje, pois já há muitas diferenças óbvias entre os múltiplos documentos existentes.Se realmente encontrássemos manuscritos originais e pudéssemos fazer as requeridas, esperançosamentepequenas mudanças no texto para traze-lo mais perto do original, o mundo deveria rejubilar-se – não seinclinar contra como alguns críticos fazem em relação às correções do Livro de Mórmon. Finalmente, deixemeterminar com uma outra citação de Nibley (Since Cumorah, p; 7):A primeira edição do Livro de Mórmon, embora a mais legível, não é a versão padrão hoje. Istoporque é difícil de usar, com seus longos capítulos e falta de versículos numerados, e a gramática é algumasvezes perturbadora para nós. Perturbadora, mas não enganosa – este é o ponto. Muito do Novo Testamentoestá em péssimo grego, e os antigos pagãos freqüentemente riam da inaptidão literária e horrível gramáticados Discípulos; ainda que em nossa Bíblia em Inglês suas gramáticas estão meticulosamente corretas. É istouma indicação de desonestidade? Não mais do que a pobre gramática dos antigos apóstolos fosse prova deque não eram inspirados. Se indicar alguma coisa, a pobre gramática de Joseph Smith serve de propósitocomo prova, como foram as deles, que as palavras inspiradas dos profetas não foram produtos de escolas ouda invenção de homens inteligentes e espertos.Outros links sugeridos:Early Texts of The Book of Mormon," an article by Stan Larson printed in the Ensign, September 1976, pp.77-82, now available at Mike Parker's LDS Library.Back to the LDS FAQ IndexMichael Ash's Book of Mormon Changes Page - an excellent resource! Also discusses the role of Hebraismsandthe poverty of the critics' attacks on changes in the Book of Mormon. Part of Mike's Mormon Fortress.My Book of Mormon Evidences PageIntroduction to the Book of MormonIntroduction to the LDS ChurchThe "Official" LDS Web SiteJeff Lindsay's Home PageNota de Rodapé sobre Acenando as Túnicas Rasgadas.O seguinte é uma citação da Enciclopédia do Mormonismo, Vol. 1, "Origens do Oriente Próximo para oLivro de Mórmon:"Entre extensos relatos conectados, Morôni [o primeiro Morôni] (c. 75 A.C.), liderando um levantecontra um opressor, "foi adiante entre o povo acenando a parte rasgada de sua túnica" para mostrar o escritonele (Alma 46:19-20). O legendário herói Persa Kawe fez a mesma coisa com sua túnica. Os homens deMorôni "vieram correndo... rasgando seus vestidos... como um convênio [dizendo]...possa [Deus] lançar-nosaos pés de nossos inimigos...para sermos pisoteados" (Alma 46:21-22). Tanto o rasgo como o pisotear sobreos vestidos eram práticas antigas (Collected Works of Hugh Nibley, 6:216-18; 7:198-202; 8:92-95). Ainscrição no estandarte, "em memória de nosso Deus, nossa religião, e nossa paz, nossas esposas e nossosfilhos" (Alma 46:12), é semelhante aos estandartes e trombetas dos exércitos no Pergaminho da Batalha doMar Morto ([IQM] iii. 1-iv.2). Antes da batalha Morôni vai adiante do exército e dedica a terra do sul comoDesolação, e o resto ele nomeia "uma terra escolhida, e uma terra de liberdade" (Alma 46:17). NoPergaminho da Batalha ([1 QM] vii. 8ff.) o sumo sacerdote semelhantemente vai adiante do exército e dedicaa terra do inimigo à destruição e aquela de Israel à salvação (Collected Works of Hugh Nibley 6:213-16).Morôni compara seu estandarte de túnica rasgada a capa de José, metade da qual foi preservada e metadedestruída: "Lembremos as palavras de Jacó, antes de sua morte... assim como um remanescente desta (capa)havia sido preservado, assim um remanescente de (José) será preservado".Assim Jacó teve tanto "pesar... [e]júbilo" ao mesmo tempo (Alma 46:24-25). Uma história quase idêntica é contada pelo sábio do décimoséculo Tha'labi, o colecionador de tradições de refugiados Judeus na Pérsia (Collected Works of Hugh Nibley6:209-21; 8:249, 280-81).

A Tradução E Publicação Do Livro De Mormon

Estou feliz por poder passar algum tempo com vocês hoje falando a respeito da tradução do Livro de Mórmon. Estou esperançoso de que no final dessa preleção hoje possamos conhecer apenas um pouco mais a respeito do que Joseph Smith pessoalmente pensava e disse sobre a tradução do Livro de Mórmon.1 - O que diz Joseph Smith?2 - O que outros - companheiros, colegas, e co-trabalhadores, que o conheciam naquele período de tempo - dizem a respeito do processo de tradução?3 - E além disso, fazer perguntas especificamente sobre os meios e métodos que foram usados no processo e tradução. Por meios quero dizer, instrumentos, os objetos que foram usados. E descobrir o que podemos aprender disso.4 - Em acréscimo a isso, finalmente, que método foi usado no processo de tradução? Como foi que Joseph Smith na verdade combinou esses instrumentos, os objetos que lhe foram dados, de modo a estar apto a traduzir? Essas quatro questões espero estarmos aptos a discutir.Estamos todos familiarizados, acredito, com a agora famosa carta Wentworth, a carta que contém as Treze Regras de Fé, na qual Joseph descreve a ascensão e progresso da Igreja. Nessa carta ele também descreve ligeiramente a respeito da tradução por meio de Urim e Tumim, através do poder de Deus. Em outras ocasiões ele usou linguagem semelhante sobre o processo de tradução.Em uma carta que ele escreveu a uma pessoa muito vivida, à qual ele se referiu como "Joshua, o ministro Judeu", ele diz que a tradução ocorreu pelo dom e poder de Deus. E em outra parte, onde fala sobre o uso de Urim e Tumim, ou os 'óculos', ou os intérpretes nefitas, como são chamados no Livro de Mórmon ( e aqui devo acrescentar em parênteses que o termo Urim e Tumim, que normalmente usamos para descrever os objetos ou os instrumentos que foram usados para a tradução na verdade nunca foram encontrados no Livro de Mórmon), ele sempre - observem - usa apenas a frase eles foram usados pelo dom e poder de Deus.Devemos nos perguntar, porque Joseph Smith foi tão hesitante em responder à questão em maiores detalhes? E sabemos que ele foi, porque em 1831, na Conferência de Outubro, em Orange, Ohio,seu irmão Hyrum, a quem ele tão ternamente amava, e por quem ele fez tanto, e que também muito lhe fez, perguntou-lhe, diante da conferência, se poderia por favor levantar-se e informar aos membros da conferência em maiores detalhes do que ele já o fizera, exatamente como o Livro de Mórmon foi traduzido. Em resposta ao pedido, Joseph disse que não nada mais tinha a acrescentar além do que já havia sido dito sobre a vinda do Livro de Mórmon à luz, e que não era bom que maiores detalhes fossem acrescentados.A reticência, suspeito, resulta de alguma experiência ruim que Joseph deve ter tido quando havia dado a conhecer coisas muito sagradas a algumas pessoas. Recordamos, naturalmente, que logo no início quando ele deu a conhecer ao povo suas experiência da primeira visão; o resultado foi perseguição maior do que ele havia concebido ou imaginado.Havia outro problema, Nos primórdios da Igreja, muitos dos primeiros membros da Igreja começaram a acreditar que foi apenas pelo uso e através das pedras videntes - Urim e Tumim - que era possível receber revelação. Assim, sempre que eles sentiam que uma revelação legítima devia ser dada, as pedras videntes tinham de estar lá. Joseph, como veremos, logo abandonou as pedras videntes porque ele sentiu que não mais necessitava delas. Essas pessoas continuaram acreditando que as pedras videntes eram essenciais. Assim, eu acredito por causa da atitude reinante entre certos membros da Igreja, tanto quanto a atitude que ele deve ter suspeitado existir entre aqueles que não pertenciam à Igreja, então ele decidiu nada mais acrescentar ao que já havia dito na quela declaração, de que "foi pelo dom e poder de Deus" que ele traduziu o Livro de Mórmon.Entretanto, felizmente, algumas outras testemunhas disseram mais a esse respeito. Falaram tanto sobre os instrumentos e objetos que foram usados de modo a traduzir o Livro de Mórmon, e, em acréscimo a isso, eles também falam com certa extensão sobre o método que foi usado para esse fim. Eu gostaria de analisar ambos - instrumentos e método.Durante o processo de tradução as testemunhas notam que dois instrumentos diferentes são usados.Um deles, as pedras videntes. Estamos todos acostumados, acredito, com a palavra, mas quereremos gravá-la em nossa mente, porque ela ocorre em contexto com outras palavras igualmente. E, em acréscimo àquilo, uma outra palavra, os intérpretes, às vezes chamados de intérpretes nefitas, ou óculos. Esses dois objetos parecem ter sido usados desde o início do processo de tradução do Livro de Mórmon.A pedra vidente, em primeiro lugar, podemos falar a respeito. Parece haver sido originalmente encontrada por Joseph, seu irmão Alvin, quando eles estavam trabalhando na propriedade de Mason Chase em 1822, e que é descrita por uma das testemunhas, serem do tamanho aproximado do ovo de uma galinha, na forma de um alto dorso de sapato. Era composta de camadas de cores diferentes passando através dela diagonalmente. Era muito dura e lisa, talvez por serem trazidas nos bolsos.Muitas das demais descrições que temos a respeito delas dizem quase a mesma coisa.É interessante notar que as pedras videntes foram passadas por Joseph, após traduzir o Livro de Mórmon, a Oliver. Oliver conservou-as em sua posse até morrer. A seguir passaram para sua esposa,Elizabeth Ann Whitmer Cowdery, que as deu para Phineas Young, irmão de Brigham Young, que viera a Missouri onde Elizabeth se encontrava naquele tempo. Phineas levou-as a Utah com ele e entregou-as a seu irmão, Brigham, que as conservou guardando-as para a Primeira Presidência; e,com exceção de breve hiato de tempo quando ela foi adquirida por alguém mais, ela tem permanecido na posse da Primeira Presidência desde aquele tempo e ainda faz parte das posses da Primeira Presidência.Existem vários relatos mais, além do relato que acabamos de mencionar, relativos aos óculos ou intérpretes nefitas. Talvez a melhor e mais longa descrição que temos dos intérpretes nefitas obtemos do irmão mais jovem de Joseph, William. O irmão de Joseph, como devem recordar, era um membro do primeiro Quorum dos Doze. Mais tarde ele se tornou insatisfeito com a Igreja e abandonou-a. Ele não mais congregou com os santos em Utah, mas sempre manteve fiel a seu testemunho do Livro de Mórmon. Ele foi o membro do Quorum dos Doze original que viveu mais longamente.Ele morreu em 1893, e em 1891, dois antes de sua morte, dois cavalheiros, Sr. Peterson e Sr. Pender vieram entrevistá-lo a respeito de suas recordações do processo de tradução do Livro de Mórmon.No decurso disso, ficaram sabendo, juntamente com outras coisas, sobre o Urim e Tumim, e o peitoral. Perguntaram-lhe qual era o significado da expressão: "dois aros de um arco, que prendia [o Urim e Tumim]." Ele disse que o arco de prata dobrado estava torcido com o formato de um 8,assim temos uma idéia de que "dois aros de um arco" parece um pouco com um par de óculos, mas um par de óculos que tem a forma semelhante a um 8. E as duas pedras eram colocadas,literalmente, entre os dois aros - isto é, dentro dos aros, de modo a permitir os meios através dos quais o indivíduo, que era o vidente, podia olhar e ver.No final, ele continua a dizer, era preza por uma haste que era ligada a outra extremidade do ombro direito do peitoral. Ao apertar a cabeça um pouco para a frente a haste prendia o Urim e Tumim diante dos olhos, muito parecido com um óculos. Um bolso foi preparado no peitoral, no lado esquerdo, imediatamente sobre o coração. Quando não estava sendo usado, o Urim e Tumim era colocado nesse bolso, a haste tendo justamente o comprimento necessário para permitir fosse ele ali depositado. Esse instrumento podia, entretanto, ser retirado do peitoral, e Joseph freqüentementeusava-o desligado quando fora de casa, mas sempre o usava em conexão com o peitoral ao recebercomunicações oficiais ou quando traduzindo, permitindo-lhe ter ambas as mãos livres paramanusear as placas.Conseguimos ver a imagem que está sendo criada aqui por William? O peitoral cobria a partesuperior do corpo. Dentro do peitoral tem um buraco onde os dois aros do arco, os intérpretes,podiam ser fixados para manter as mãos livres no momento em que traduzia ou recebia revelações.Ele continua, ainda, a dizer mais um par de coisas interessantes com relação a isso. Aparentemente,ele diz, aquilo havia sido preparado para homens muito maiores em tamanho do que Joseph ou elepróprio, e eram muito largos tanto para os olhos de Jaseph quanto de William. E, como resultado,causava um estado de tensão nos olhos, porque as lentes - pedras - ou intérpretes, ficam um tantodistantes uma da outra, mais do que indivíduos do tamanho de William ou Joseph, estariamacostumados, em circunstância normal; ele causava uma certa quantidade de tensão ocular, comoresultado do que William dissera, eles ou ele também usara as pedras videntes.Agora devemos nos perguntar, "Bem, o que sabemos a respeito de quando as pedras foram usadasem oposição a quando os intérpretes nefitas foram usados"? Os relatos variam um pouco aqui, masparece razoavelmente claro que as pedras foram usadas em todos os estágios do processo detradução. Há pelo menos alguma probabilidade, em acréscimo a isso, que os intérpretes nefitasforam usados durante todas as fases do processo de tradução igualmente, embora perdure algumadúvida a respeito disso.Devo acrescentar, aqui, uma história muito interessante que é contada a respeito das pedras videntespor Martin Harris, o qual, naturalmente, esteve envolvido no processo de tradução logo no início.Ele conheceu Joseph quando ele usava as pedras bem como os intérpretes nefitas. Ele disse, então,que certa vez quando Joseph estava usando as pedras com o propósito de traduzir, ele ficoucansado; qualquer pessoa pode imaginar que permanecer assentado duas ou três horas trabalhandodaquela maneira, é natural que quisesse descansar, e eles o fizeram. Foram para a margem do rio,ele disse, e apanharam pedras e começaram a lançá-las sobre as águas. Enquanto Joseph atirava aspedras, Martin, sem Joseph saber, pegou uma pedra que era grosseiramente semelhante em tamanhoe forma e cor às pedras videntes que ele estava usando, e colocou-as em seu bolso. A seguir eletrocou as pedras videntes pelas pedras que ele havia encontrado no rio, de modo que quando Josephiniciou a tradução novamente, ao contrário de ter as verdadeiras pedras ele tinha as falsas apanhadaspor Martin.Ao descrever essa experiência, Martin diz que Joseph olhou intencionalmente para o chapéu que erausado para cobrir, para evitar a luz, e ficou em absoluto silêncio por vários momentos - algo quenormalmente não acontecia no processo de tradução, quando Joseph podia simplesmente continuardo ponto em que interrompera, mais ou menos traduzindo continuamente. Então ele disse a Martin,"Martin, o que aconteceu? Está tão escuro quanto o Egito". E quando olhou para a face de Martin,Martin disse que seu semblante decaiu e então Joseph perguntou-lhe: "O que aconteceu"? Martinexplicou, e então Joseph perguntou-lhe: "Por que você trocou as pedras por outras?" E Martin disse:"Para provar que aqueles que clamam que você está simplesmente criando as palavras estão erradosa esse respeito." Ele disse que fez isso para calar a boca dos loucos que faziam tais clamores.Emma, que estava lá naturalmente durante todo o processo de tradução, afirma que no início da fasede tradução Joseph usou primeiramente os intérpretes nefitas. Mais tarde ele usou os intérpretesnefitas apenas para algo menos extenso, e usou fundamentalmente as pedras videntes. Afirmaçãosemelhante encontramos de William McLellin.Por outro lado, e eu creio que isso é muito importante, nós temos a declaração de Oliver Cowdery -quem nós sabemos nem mesmo esteve envolvido no processo de tradução do Livro de Mórmon atédepois de perdidas as 116 páginas manuscritas - quando Joseph teve as placas e tudo o mais retiradodele, e depois devolvido a ele. Oliver agora foi chamado a testemunhar em favor de Joseph em umjulgamento ocorrido em 1830, denominado "sob acusação de um crime muito sério", o quebasicamente significa - alguém que não gostava de Joseph e assim decidiu fazer acusações contraele. Sob juramento, testemunhando sobre a tradução, (Oliver) disse que ele (Joseph) "usava duaspedras transparentes parecidas com óculos, ajustadas em aros prateados". E ele continua dizendo:"Olhando através dessas pedras, Joseph era capaz de ler, em inglês, os caracteres egípciosreformados que estavam gravados nas placas." Desde que a única experiência de Oliver comJoseph, que acabei de mencionar, aconteceu depois da perda e recuperação das placas, e as outrascoisas que se seguiram, seu testemunho nesse julgamento certamente sugere que Joseph estavacontinuando a usar os intérpretes nefitas, até mais tarde nessa parte do processo de tradução.Semelhantemente, encontramos em um número bem antigo do Latter-day Saint Messenger (Omensageiro Santo dos Últimos Dias) e Advocate (Advogado) o que Oliver escreveu: "Dia após diaeu continuava a escrever ininterruptamente a partir do que ele ditava à medida que traduzia com oUrim e Tumim, ou como os nefitas diriam, intérpretes, a história, um registro denominado Livro deMórmon." Aqui novamente notamos que o termo Urim e Tumim não era encontrado no Livro deMórmon; é algo que virá mais tarde, em um relato posterior a 1830. Talvez 1831, ou algo assim, éque temos a primeira menção deles, aparentemente não de Joseph, mas de ambos W.W.Phelps ou deOliver Cowdery. Eles o denominaram Urim e Tumim por acreditarem que essa era a melhormaneira de ajudar na descrição (dos intérpretes ) para o povo, usando portanto uma terminologiabíblica, que estava à disposição de Joseph a fim de traduzir.Encontramos declaração semelhante feita por Oliver através de Rueben Miller, em 1848, e isso bempróximo do fim de sua vida: "Eu escrevi com minha própria pena o Livro de Mórmon inteiro,exceto algumas páginas, tal como saíram dos lábios do profeta, à medida que ele traduzia-o pelodom e poder de Deus, através do Urim e Tumim, ou conforme chamado no livro, intérpretessagrados". Parece, penso então, muito apropriadamente que durante todo o período da tradução,mesmo durante os primórdios da tradução até a época em que as 116 páginas foram perdidas, ambosos intérpretes nefitas, as duas pedras presas a um aro, em acréscimo às pedras videntes, que haviamsido encontradas por ele alguns anos antes. E que mais tarde, ambos eram usados. Mas, em certosentido, a coisa realmente importante é que durante todo o processo de tradução, Joseph usou meiossobrenaturais para capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon corretamente.Ora, há outra questão que talvez nos perguntemos, e acho-a muito legítima. Por que Joseph tinha deusar qualquer tipo de meio, seja qual for, os intérpretes nefitas ou as pedras videntes, ou qualqueroutra coisa? Pergunta que alguns dos primeiros santos fizeram igualmente. Orson Pratt, porexemplo, fez a pergunta e ele assim relatou, quando fez a pergunta o profeta disse-lhe que o Senhorlhe tinha dado o Urim e Tumim quando era inexperiente quanto ao princípio de inspiração. Masagora, ele, isto é, Joseph, tinha avançado bastante na compreensão da influência do Espírito que nãomais necessitava da assistência do instrumento. De fato, vocês recordam que mencionei que depoisde haver completada a tradução do Livro de Mórmon, ele deu as pedras videntes para Oliver,dizendo, "Não mais necessito disso."A seguir temos outro comentário, usado mais tarde por Zebedee Coltrin que também o conheceranesses primeiros anos. Em 1880 Zebedee Coltrin diz que: "Joseph disse, com relação a Urim eTumim ou intérpretes nefitas e as pedras videntes, que não mais necessitava daquilo e que os tinhaentregue ao anjo Moroni." Isso é interessante porque aqui estamos falando, naturalmente, sobre osintérpretes e não sobre as pedras videntes. Os intérpretes voltaram para Moroni, as pedras paraOliver. Mas ele possuía o sacerdócio de Melquisedeque e esse sacerdócio permitiu-lhe ter as chavespara todo conhecimento e inteligência, como resultado de que tais instrumentos não eram maisnecessários para ele usar, bem como os intérpretes e as pedras videntes.Agora deixem-me frisar mais uma coisa. Aqui nós observamos os termos pedra vidente ouintérpretes ou óculos. Na literatura, em geral, parece que intérpretes e Urim e Tumim, são usadosmais ou menos indistintamente. Mas, também pareceu haver alguns momentos em que Joseph, eoutros, usaram Urim e Tumim para se referirem às pedras videntes igualmente. Assim sendo, creioque nós precisamos compreender que Urim e Tumim, embora usualmente associados com óculos ouintérpretes, deve também ser usado para se referir às pedras videntes. Mais importante todavia é quesão usados com referência a qualquer meios sobrenaturais que o Senhor proporcionou a Josephdurante aquele período, de modo a capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon.A próxima questão que podemos desejar elucidar a seguir é, que tal esse método de traduzir o Livrode Mórmon? Quanto aos meios, temos alguma discussão a respeito: pedras videntes, intérpretes, ouóculos. E o método? Joseph nos informou como foi que ele traduziu o Livro de Mórmon?Infelizmente, aqui também ele não fornece maiores informações a respeito de como o Livro deMórmon foi traduzido do que fez quando veio à tona o exemplo discutido a respeito dos meios queforam utilizados. Ele diz meramente que eles trabalharam pelo dom e poder de Deus. Isto éparticularmente uma pena, uma vez que somente Joseph, nesse particular, estava em posição dedescrever como os instrumentos na realidade agiam, de modo que outros pudessem descrever paranós, com algum detalhe e com correção indubitável, como Joseph ou os instrumentos pareciam.Entretanto, pelo menos dois auxiliares de Joseph, pessoas que foram testemunhas do processo detradução, fizeram declarações relativas a como Joseph na verdade traduziu o livro de Mórmon.Um deles é David Whitmer. No final de sua vida, em resposta a algumas afirmações que estavamsendo feitas a respeito dele e a respeito do início da ascensão da Igreja, David Whitmer escreveuuma declaração aos "Crentes em Cristo". Ele escreve certo número de assuntos diferentes quedetratam os primórdios da Igreja, mas ele também fala do processo de tradução. E isto é o que elediz a esse respeito:"Eu lhes darei uma descrição do modo em que o Livro de Mórmon foi traduzido."Joseph colocava as pedras dentro de um chapéu, puxando-o bem junto à face para excluir a luz".Ora, essa é a maneira que alguém certamente usará se estiver olhando através de um microscópio, eàs vezes até um binóculo. É necessário excluir a luz de modo a estar apto a ver.Assim ele diz: "No escuro a luz (sobrenatural?) brilharia. Um pedaço de uma coisa parecida compergaminho apareceria e nele o escrito. Um caracter por vez apareceria e sob ele a interpretação eminglês. O irmão Joseph então leria o inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, equando estava escrito e repetido para Joseph, para verificar sua exatidão, então desaparecia, e umoutro aparecia com a interpretação. Assim, o livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder deDeus e não por qualquer poder do homem." Essa é uma declaração muito interessante. Desejamosvoltar a ela porque há muito nela que merece ser escrutinado.Todos vocês sabem que Martins Harris permaneceu muitos anos fora da Igreja, jamais modificandoseu testemunho da Igreja, jamais em tempo algum também sobre seu testemunho do Livro deMórmon. Mais para o fim de sua vida ele foi visitado por Edward Stevenson, que era membro doPrimeiro Quorum dos Setenta, que o reconverteu ao evangelho e o trouxe para Utah, ondepermaneceu pelo resto de seus dias. Edward Stevenson teve numerosas entrevistas com MartinHarris sobre aqueles grandes acontecimentos sucedidos nos primeiros dias da restauração e asregistrou. Ele perguntou-lhe muita coisa sobre a vinda à luz do Livro de Mórmon e recebeu umadeclaração de Martin sobre como o Livro de Mórmon foi traduzido por Joseph que achoextremamente interessante e digna de consideração por um momento.Isto e o que Edward Stevenson diz com relação à descrição de Martin: "Com ajuda das pedrasvidentes, sentenças apareciam e eram lidas pelo profeta e escritas por Martins. E quando terminadoele dizia "escrito", e se estivesse correto a sentença desaparecia e uma outra aparecia em seu lugar.Mas, se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até ser corrigida, de modo que a traduçãoera idêntica ao que estava gravado nas placas, precisamente na língua então usada."Bem, essa é uma declaração deveras interessante. Consideremos esta última parte da declaração emprimeiro lugar. Ele observa aqui que Joseph leria o que estava escrito na pedra vidente, ou nosintérpretes nefitas. Se estivesse corretamente escrita pelo escrevente, cujo manuscrito ele não podiaver diretamente, mas apenas, através de inspiração, então continuavam. Mas, se não estivessecorretamente escrita ele a corrigia. Podemos ver no manuscrito original do Livro de Mórmon, cercade um quarto dele ainda existe, (que esteve em anos recentes estudados inteiramente por RoyalSkousen), em certos exemplos em que uma palavra, especialmente um nome, está escrito de umaforma e a seguir riscado e escrito de maneira um pouco diferente.Posso imaginar bem nesses exemplos, Joseph lendo a palavra tal como ele a considerariaapropriadamente pronunciada. A pessoa que estava atuando como escrevente grafava a palavra talcomo imaginava devia ser escrita. Mas, em poucos exemplos, ele a escreveu de forma não muitocorreta, e como resultado, Joseph, que podia ver o que estava sendo escrito, corrigiria a ortografia eentão depois de corrigido continuaria. Em alguns exemplos é especialmente interessante, porque ascorreções fazem sentido apenas à luz desses nomes vindos do antigo Oriente Próximo, e que nãofaria grande sentido particularmente como um nome que tivesse ocorrido somente através daexperiência dessas pessoas que falavam o inglês.Em um exemplo particular, devo observar, um nome foi originalmente escrito com um ck no finaldele. Joseph, então, quer o nome corrigido, uma vez que as ultimas letras não ck, mas ch. E assimvemos naquele manuscrito original o nome com o ck riscado e a seguir escrito com ch em seu lugar.Ora, possivelmente, para nós, a maneia que pronunciaríamos ch ou um ck no final de uma palavrapoderia ser aproximadamente a mesma coisa, como o som de um k. Mas em Hebreu, e em muitasoutras línguas a ela relacionadas, há uma grande diferença entre uma e outra. Elas representam duasletras ou sons totalmente distintos.Ele diz algo aqui que acho muito interessante também. A tradução foi feita precisamente comoestava gravada nas placas, na mesma linguagem usada então. Ele disse que isso acontecia porque assentenças apareciam, e eram lidas pelo profeta e a seguir escritas por Martin, neste particularexemplo, ou por Oliver mais tarde, e então elas desapareciam depois de serem apropriadamenteescritas. Acho que isso nos proporciona uma chave de como a tradução aconteceu, mas não nos diznecessariamente a história completa. Pode ter ocorrido a ambos, a David tanto quanto a Martincertos pressuposições concernentes a como uma escritura é revelada de modo que possa não estarcorreta. Quero dizer com "inerrantous" que a idéia de que, o que quer que Joseph recebia procediadiretamente da mente de Deus para as mãos de Joseph.Quero agora deixar claro que é minha firme crença que o Livro de Mórmon é de origem divina. Poroutro lado, parece-me que Joseph está profundamente envolvido no processo de tradução, em umnúmero de maneiras importantes. Uma delas é, acredito, que Joseph tem de fazer escolhas comrelação a certas palavras que são usadas na tradução inglesa. Creio que esse é o caso porque, comovocê certamente se lembra, na segunda edição do Livro de Mórmon de 1837, numerosasmodificações foram feitas no Livro de Mórmon em inglês. E foram feitas por Joseph ou sob suadireção. Ora, se Joseph tivesse imaginado que tudo no Livro de Mórmon viera diretamente comoDeus o revelara a ele sem qualquer possibilidade de modificação, porque, afinal, ele eraexpressamente e inteiramente, a palavra de Deus, e assim não estou certo se ele quereria fazerqualquer tipo de modificação.Além disso, creio que o envolvimento de Joseph nesse processo todo de tradução é sugerido peloque encontramos na seção nove de Doutrina e Convênios. Recordem-se que Oliver tinha um grandedesejo de se envolver, não meramente como escrevente, mas também como tradutor, e então elepediu que o dom de tradução fosse concedido também a ele. Oliver, então, é admoestado peloSenhor, "Eis que não compreendeste; supuseste que eu o concederia a ti, quando nada fizeste a nãoser pedir-me."Então Oliver imaginou: "Tudo que tenho de fazer é dizer que desejo traduzir," e as palavras ser-lheãodadas. Aí o Senhor diz, não, essa não é a maneira correta; ele continua e diz, "Mas eis que eu tedigo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estivercerto, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo." Novamente, eu depreferência suspeito que Oliver tinha a idéia - se eu perguntar, o dom será dado a mim, e tendo odom, não há um esforço particular envolvido de minha parte; eu simplesmente usarei os intérpretes,ou as pedras videntes, e serei capaz de traduzir. Mas aí ele aprende que é muito mais complicado eenvolve um processo além daquilo.Esses versículos, penso, sugerem que era requerido esforço por parte do tradutor; esforço real egenuíno. Buscar, encontrar a expressão apropriada, algo que não tivesse sido a situação, uma vezque é simplesmente revelado diretamente de Deus à mente e à pena do tradutor.Existe mais evidências adicionais, creio, pois a idéia que estou a propor aqui, de que há real esforçoenvolvido por parte de Joseph, de que ele não está simplesmente, agora, escrevendo o que é dadodireto à sua mente, mas está sendo requerido trabalhar idéias que lhe são dadas dentro de um inglêsque seja coerente e aceitável em expressar as noções do texto original.Temos um relato contemporâneo de um ministro, que era muito bem conhecido, tanto por suasatividades na Igreja Alemã Reformada quanto devotado inimigo da restauração. Seu nome eraDeitrich Vilers. Ele estava escrevendo a dois colegas em York, Pennsylvania. Ele escreve emalemão. Ele fala a respeito da ascensão da Igreja, e inclui duas ou três afirmações que são muitointeressantes. Compreendemos, naturalmente, que ele não está escrevendo como um crente, massimplesmente alguém que reporta o que o povo é, naquele tempo, dizendo:Ele diz: "O anjo indicava que sob essas placas haviam óculos escondidos, sem os quais ele nãopodia traduzir as placas; e, que por usar tais óculos, Smith encontrava-se numa posição de poder leressas línguas antigas, as quais ele nunca estudara, e que o Espírito Santo revelara a ele a traduçãopara a língua inglesa. Vamos ler novamente essa última parte, pois acho isso muito interessante. Elediz que com Urim e Tumim (os óculos) ele "estaria em posição (capacitado) a ler essas línguasantigas, as quais (Joseph) não havia estudado, (mas) que o Espírito Santo revelara a ele a traduçãopara a língua inglesa."De acordo com um estudioso que escreveu sobre isso: "Assim, a tradução inglesa foi, de acordocom relatos contemporâneos, produto de impressões espirituais dadas a Joseph, mais do queaparição automática das palavras inglesas. Isso torna Joseph Smith, a despeito de suas limitaçõesgramaticais, um tradutor, de fato, mais do que meramente um transcritor dos escritos de Deus."Esse é o cenário que eu gostaria de sugerir. A Joseph é dado através de inspiração (por meio deUrim e Tumim, que é a pedra vidente ou os intérpretes nefitas), os meios pelos quais ele podecompreender palavras e idéias, e a relação entre essas palavras e idéias, da língua original tal comoencontradas nas placas. Porém, cabe a Joseph a responsabilidade de colocar a seguir aquelaspalavras de forma coerente na língua inglesa, tal como ele as compreendeu em sua mente.Todos de nós que tiveram a experiência de aprender uma segunda língua pode saber que é possívelchegar a um ponto em que não mais necessita traduzir da segunda língua para a língua nativa, a fimde ser capaz de compreendê-la. É possível ler simplesmente um documento e compreendê-lo semtraduzir palavra por palavra para o inglês.Mas é também fato que o mesmo processo de tradução é, quando ele requer na verdade expressaraquelas idéias que alguém pode compreender na língua original sem realmente traduzir para oinglês, muito mais complicado quando há necessidade de expressar um inglês coerente. Alguémpode ser capaz de ler um documento em francês e compreendê-lo muito bem; mas se esse alguémfoi solicitado, então, que traduza esse documento para o inglês, certamente requererá algum esforçoreal. O mesmo aconteceria se fosse um documento espanhol, alemão, e até mesmo um documentohebreu, ou seja que língua for que se selecione.Deve ser muito fácil compreender na língua original - as idéias podem ser refletidas. Mas se alguémé solicitado fornecer alguma espécie de resumo, isto é, um breve sumário daquilo que diz, seriasimples. Mas se essa pessoa é solicitada para fornecer uma tradução coerente, razoavelmente literaldo material, há real dificuldade. Requer esforço, muitas vezes uma grande quantidade de esforço.Esse é o esforço, penso, que foi referido pelo Senhor na Seção Nove de Doutrina e Convênios.Oliver precisava compreender que ele tem de ponderar em sua mente de modo a se capacitar paratraduzir com sucesso. Quais palavras usadas por Joseph são palavras dele próprio, apesar de asidéias terem sido fornecidas por inspiração do Senhor, uma vez que, naturalmente, ele não tevequalquer oportunidade de aprender a língua bem o bastante de modo a estar apto a traduzir por simesmo.Bem, penso que, se aceitarmos que o processo de tradução segue dessa maneira, que Joseph tinhade usar seu próprio esforço, a fim de ser capaz de traduzir as palavras para o inglês de modosatisfatório e que traduzisse o sentido original corretamente e de forma apropriada, então, penso quepoderemos compreender o passo seguinte do processo, que é mencionado tanto por Martin Harrisquanto por David Whitmer; isto é, quando uma tradução aceitável tenha sido escrutinada porJoseph, em sua mente, ela então podia aparecer no Urim e Tumim e ser lida a seguir.Agora devemos perguntar, bem, não seria possível a alguém mais aparecer com uma traduçãodiferente? E a resposta para isso é absolutamente sim. De fato, George Albert Smith, que foi osétimo Presidente da Igreja, e um membro do Quorum dos Doze, que conheceu bem Joseph, diz queteria sido possível traduzir o Livro de Mórmon em muitas línguas diferentes, de forma adequada emnumerosas línguas, e ainda ter o sentido original expresso apropriadamente. Eu sei por experiênciaprópria nas classes em que leciono línguas, que, se eu pedir a um grupo de cerca de seis estudantesque traduzam um mesmo texto para o inglês, é concebível que eu obtenha seis diferentes traduções,cada uma, devo admitir, ser aceitável por traduzir o sentido original de forma correta.Isso quer dizer que uma única forma de traduzir um texto, provavelmente, pela natureza da língua,vá ser rejeitada. Numerosas maneiras são freqüentemente utilizáveis, cada uma, aceitável ou comcorreção aceitável, expressará as idéias do original. Se alguma outra pessoa tivesse traduzido oLivro de Mórmon, eu provavelmente suspeitaria que algumas palavras poderiam ser diferentes, queparte da sintaxe poderia ter sido um pouco diferente, mas que o sentido não tinha sido modificado,desde que a pessoa estivesse traduzindo sob inspiração do Senhor.Agora eu gostaria de ler alguns comentários que foram feitos por Emma com relação ao processo detradução e que vão além tanto do instrumento, meios, método, mas que nos proporcionará algumainstrospecção no amplo contexto de tradução de Joseph. Já nos referimos a uma na qual elaresponde a pergunta de como Joseph traduzia.Neste momento eu gostaria de observar algo mais que ela nos diz de sua própria experiência dequando agia como escrevente. Ela diz, a uma pessoa que lhe pergunta a respeito da tradução,"Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi parte dele." (e devemosmanter em mente que houve muita gente que escreveu a tradução, ou que trabalhou comoescrevente para a tradução do Livro de Mórmon, embora aquele que escreveu a maior parte do queagora conhecemos como o Livro de Mórmon , foi Oliver Cowdery).Ela diz: "Eu escrevi parte dele à medida que ele ditava as sentenças, palavra por palavra; e quandoele chegava a nomes próprios ele não conseguia pronunciar, ou palavras longas, ele as soletrava. E,enquanto eu as escrevia, se eu cometesse um erro de ortografia, ele me interrompia corrigia o erro"(a mesma coisa que vemos mencionada por Martin Harris com relação ao processo de tradução),"embora fosse impossível a ele ver," ela disse, naquele momento, como eu as havia escrito"."Algumas palavras que ele não sabia como pronunciar, até mesmo palavras como Sarah ou Sariah -ela disse - ele tinha que soletrá-las", e ela então as pronunciava para ele. "Quando ele parava poralguma propósito, ele iniciava novamente a tradução, ele recomeçava de onde havia parado semqualquer hesitação, e certa vez quando estava traduzindo ele parou subitamente, pálido como umlençol, e disse, ' Emma, Jerusalém antiga tinha muralha?' Quando eu respondi que tinha, elereplicou, ' Oh, eu estava com medo de haver me enganado.'" Ela escreveu, "Ele tinha umconhecimento tão limitado de história naquele tempo, que nem mesmo sabia que Jerusalém eracercada por muralhas."Bem, David Whitmer diz quase a mesma coisa a respeito desse mesmo acontecimento. "Quando, aotraduzir, chegou-se pela primeira vez ao local onde Jerusalém era mencionada como sendo umacidade cercada por muralhas, ele parou até eles encontrarem uma cópia da Bíblia e mostrarem-lheonde aquilo estava registrado; Smith não acreditava que ela fosse uma cidade cercada.Bem, Emma diz outras coisas maravilhosas, acho, no curso da longa entrevista que ela teve com seufilho, Joseph Smith III, com seu segundo marido, Major Bidemon, e muitos outros. Esta entrevista,que apareceu o Saints Herald em 1879, um pouco antes de sua morte, é composta de perguntas erespostas. Eu gostaria de lê-la para vocês porque, novamente, ela nos fornece uma introspecção noLivro de Mórmon de tal forma importante e bela e um grande testemunho da pessoa que conheceu,melhor do que qualquer outra, a Joseph Smith, e que esteve mais próxima dele durante o tempo emque ele estava traduzindo o Livro de Mórmon, também do que qualquer outra pessoa.A primeira pergunta é: "O que tem a dizer a respeito da verdade do Mormonismo?"E a resposta: "Eu sei que o Mormonismo é a verdade e eu acredito que a Igreja foi estabelecida pordivina direção. Tenho completa fé nisso. Quando escrevendo para seu pai - Joseph - eu escrevia,freqüentemente, dia após dia, normalmente assentada à mesa próxima dele, ele ditando, hora apóshora, com nada entre nós."Próxima pergunta: "Ele não tinha um livro ou manuscrito que lia e ditava para você?"Sua resposta: "Ele não tinha manuscrito ou livro do qual ler."Pergunta: "Ele não poderia ter e a senhora não ter visto?"Resposta; "Caso tivesse algo semelhante ele não poderia ter ocultado de mim."Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?"Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las,envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveiscomo um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar,como uma pessoa fazem com as páginas de um livro."Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?"Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava."Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para OliverCowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a históriade algum outro livro?"A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante.Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma cartasequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativanas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisascomo transpareceram, é algo maravilhoso para mim, u'a maravilha e um assombro tanto quanto paraqualquer pessoa."Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as."Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusearas placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que eraum trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma."Nesse momento seu marido, Major Bidemon, perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar asplacas?"E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmentecuriosa a respeito delas. (E eu amo esta parte da resposta.) Eu as mudava de lugar para lugar sobre amesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa."Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seutestemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos.Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade eorigem do Livro de Mórmon?"E sua resposta: "Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho amenor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditadoe escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente,seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois deinterrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ououvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvávelque homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seriainteiramente impossível."Bem, existe também um outro grande testemunho do trabalho de tradução de Joseph. Eu gostaria deler o que David Whitmer nos fala sobre a disposição que Joseph tinha de ter para fazê-lo. Nãodevemos imaginar que Joseph poderia fazê-lo automaticamente. Já vimos através da história deMartin Harris que se tratava de uma pedra muito particular que era denominada pedra vidente,assim ele precisava encontrar-se com disposição apropriada a fim de estar apto a usar as pedrasvidentes ou os intérpretes nefitas.David conta esta história: "certa manhã quando Joseph se preparava para continuar a tradução, algoerrado aconteceu na casa, e Joseph descontrolou-se a respeito daquilo. Algo que Emma, sua esposa,tinha feito. Oliver e eu subimos para o andar superior e pouco depois Joseph subiu para continuar atradução, mas ele nada pôde fazer. Ele não conseguia traduzir uma sílaba sequer. Ele então desceuas escadas, foi para o jardim, e suplicou ao Senhor. Uma hora já havia se passado quando ele voltoupara a casa, pediu perdão a Emma, e a seguir subiu para onde estávamos e a tradução continuounormalmente. Ele nada podia fazer, a menos que fosse humilde e fiel."Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre a tradução. Apenas mais um par delas eu gostaria demencionar para terminar. Primeiro, a menos que imaginemos que esse processo de tradução era algosimples, algo que qualquer pessoa poderia fazer, eu gostaria de sugerir o teste que o irmão HughNibley sugeriu para qualquer pessoa que queira fazê-lo. Até este momento, a propósito, nãoconheço ninguém que o tenha aceito, embora o Livro de Mórmon tenha muitos que questionam suadivina autenticidade.Isto é o que ele sugere a alguns de suas classes do Livro de Mórmon:Uma vez que Joseph Smith era mais jovem do que a maioria de vocês [agora, naturalmente, ele estáfalando a um grupo de estudantes da BYU], e de forma alguma tão experiente ou bem educadocomo qualquer um de vocês no tempo em que ele registrou o Livro doe Mórmon, não seria muitopedir a vocês que tragam pelo final do semestre (que naturalmente lhes proporciona mais tempo doque ele tinha, uma vez que todo o Livro de Mórmon foi concluído dentro de um espaço de 84 diasou quase), um trabalho com 500-600 páginas de extensão.Chamem-no um livro sagrado se quiserem, e lhes dê a forma de uma história. Falem de uma comunidade de judeus errantes em tempos antigos. Coloquem todo tipo de personagens em sua história, e envolva-os m todo tipo de vicissitudes públicas e privadas. Dêem-lhes nomes, centenas deles, com a pretensão de que são nomes hebreus e egípcios de cerca de 600 anos A.C. Sejam pródigos com os detalhes da cultura e técnica, modos e costumes, artes e indústrias, política e instituições religiosas, ritos e tradições. Incluam histórias militares e econômicas complicadas.Façam sua narrativa cobrir mil anos sem espaços muito grandes. Mantenham um número de histórias locais inter relacionadas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquem à vontade para incluir controvérsia religiosa e discussões filosóficas, sempre em ambiente plausível.Observem as convenções literárias apropriadas e expliquem a origem e transmissão de seu material histórico variado. Acima de tudo, jamais se contradigam. Pois, agora nos encontramos na verdadeira parte mais difícil dessa tarefa. Vocês e eu sabemos que vocês estão inventando tudo isso. Temos nossa piadinha. Mas da mesma maneira, ser-lhes-á requerido publicar o documento quando o terminarem, não como ficção ou romance, mas como história verdadeira.Após entregá-lo não poderão fazer qualquer modificação. Nesta classe sempre usamos a primeira edição do Livro de Mórmon. O que é mais importante, vocês deverão convidar qualquer e todos os estudiosos para lerem e criticarem seu trabalho livremente, explicando-lhes que se trata de um livro sagrado par e passo com a Bíblia. Se eles parecerem cépticos, vocês deverão dizer-lhes que traduziram o livro a partir de registros originais com a ajuda de Urim e Tumim. Eles vão amar isso!A seguir, para todas suas duvidas, vocês devem dizer-lhes que o manuscrito original eram placas de ouro e que as obtiveram de um anjo!Agora mãos à obra e boa sorte!Considerem isso como uma tarefa dada a Joseph - e isso é precisamente o que aconteceu.Sidney Rigdon, refletindo sobre suas experiências nos primórdios da Igreja, recordou em abril de1844, algo que considero muito interessante de contar. Ele diz, "Recordo que no ano de 1830,encontrava-me com todos da Igreja de Cristo numa pequena e velha casa feita de toras de madeira com cerca de 20 pés quadrados, em Waterloo, Nova York, e começamos a falar sobre o Reino de Deus como se tivéssemos o mundo sob nosso comando. Falávamos com grande confiança.Falávamos de coisas grandiosas. Embora não fossemos muitos, tínhamos grandes sentimentos.Sabíamos há quatorze anos atrás que a Igreja se tornaria tão grande quanto é hoje. Éramos maiores então do que jamais fomos. Se não tivéssemos visto este povo, pois vimos em visão a Igreja de Deus mil vezes maior, embora não passássemos de homens rústicos bons para a fazenda, ou para encontrarmos uma mulher com um balde de leite. Todos os Elderes, todos os membros, reunidos em conferência numa sala de 20 pés quadrados."Particularmente imagino que Sidney e outros membros nos primórdios da Igreja também tenham tido uma visão, não meramente dos anos da Igreja na década de 1840, mas em nossos próprios dias,e puderam prever o tipo de crescimento que temos tido. Mas não é meramente o crescimento que vem através de números que estamos procurando, mas a firmeza de cada indivíduo que se tornam membros através de testemunho. Estou certo que uma das razões que os presidentes da Igreja, mais recentemente o Presidente Benson, têm dado tanta ênfase na importância de lermos e estudarmos o Livro de Mórmon é por não haver melhor caminho onde possamos nos tornar fortes na Igreja, e ganharmos aquele testemunho que nos capacitará fazer nossa parte no cumprimento desse destino do que através do Livro de Mórmon.Eu vejo o Livro de Mórmon como um dos grandes dons que nos foi dado por Deus nesta dispensação. Tal como a restauração possibilitou trazer à luz a "obra maravilhosa e um assombro"que foi profetizada por Néfi, uma parte muito importante dessa "obra maravilhosa e um assombro"foi o surgimento do Livro de Mórmon. Confio em que levaremos seriamente a cabo a obrigação deler e estudá-lo, que começaremos a apreciar quão maravilhoso ele é, tanto pelo maneira que ele surgiu, como naquilo que ele nos diz. Oro para que possamos lê-lo, que o estudemos, que o levemos a sério em nossas vidas, e que cresçamos com ele, em nome de Jesus Cristo. Amém.