terça-feira, 16 de julho de 2013

Alterações no Livro de Mórmon: Mudanças na Palavra de Deus? Uma Perspectiva Bíblica.

Muitos dos argumentos usados para rejeitar o Livro de Mórmon rejeitariam também a Bíblia. Meu conselho: cuidado ao rejeitar alguma coisa de Deus por causa dos argumentos dos homens. Existem erros de escribas na Bíblia? Têm havido mudanças nas traduções bíblicas? Têm havido alterações nas traduções bíblicas? Têm havido erros tipográficos? Há contradições aparentes no texto? A Resposta é sim! (veja o sítio: http://www.skepticsannotatedbible.com/contradictions.html onde uma lista de 300 aparentes contradições são levantadas – recomendo este “site” com ressalvas, não concordo com o cepticismo ferrenho dos autores, mas pelo menos serve para mostrar que a Bíblia não é infalível em seu texto) – mas a resposta é também que eles não são problemas sérios. Erros de copistas, erros de tradutores, erros de impressores são razões inadequadas para rejeitar a Bíblia. É difícil aceitar a Bíblia como infalível – como perfeitamente correta em cada palavra de cada versículo – mas a Bíblia não faz tal alegação! O alicerce da Igreja não é textos imaculados, mas revelação divina que serve como leme para firmar a direção da Igreja de Deus (Efésios 4:11-14). Santos dos Últimos Dias não acreditam em textos infalíveis e reconhecem que erros possam existir. Se for o caso, estes são erros humanos, não de Deus. Deus pode consertar qualquer dano causado pelos homens ao providenciar revelação apropriada quando necessário.  

Joseph Fielding Smith coloca isto bem:

Têm havido milhares de alterações na Bíblia em anos recentes, mas as pessoas não parecem reclamar sobre isso. Temos livros em nossa biblioteca por ateus que tratam a Bíblia no mesmo espírito que estes críticos tratam o Livro de Mórmon, mas seus criticismo não provam ser a Bíblia falsa. Todos sabemos que existem contradições na Bíblia e muitas interpretações errôneas, mas nós não saímos por aí encontrando erros e condenando a Bíblia porque estas coisas ocorrem. Existem passagens onde os autores dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam as mesmas histórias diferentemente em suas interpretações, ou em seus detalhes relativos a importantes eventos, Deveremos atirar a Bíblia fora por causa disto? Verdadeiramente não!

 (Respostas a Questões do Evangelho, Vol 2, p. 200)

Erros tipográficos têm ocorrido em muitos testos bíblicos, especialmente nos dias antigos de colocação dos tipos à mão. Eruditos Britânicos têm feito muitas correções e revisões na Bíblia do Rei Tiago desde sua primeira impressão em 1611. Um óbvio, mas pouco conhecido resultado é que muitas palavras estão agora em itálicos, indicando que a palavra foi "acrescentada" ao texto para esclarecimento de sentido ou auxiliar no fluxo de pensamento. Por exemplo, em 1611, havia 43 palavras em itálicos no Evangelho de Mateus, mas pelo ano de 1870 revisões editoriais ao texto resultaram em 583 palavras em itálicos em Mateus (P. Marion Simms, A Bíblia na América, New York: Wilson-Erickson, 1936, p. 97, conforme citado por Robert J. Matthews, "Por que alterações foram feitas nas Edições Impressas do Livro de Mórmon?," The Ensign, Março de 1987, pp.47-48). Alguém já viu os Tanners ou outros críticos SUD expressarem tal indignação sobre tais mudanças na Bíblia? Além do mais, se tivéssemos quaisquer dos textos ORIGINAIS dos autores da Bíblia, nós certamente veríamos muitas pequenas mudanças relativas ao vários manuscritos bíblicos que possuímos hoje, pois já há muitas diferenças óbvias entre os múltiplos documentos existentes. Se realmente encontrássemos manuscritos originais e pudéssemos fazer as requeridas, esperançosamente pequenas mudanças no texto para traze-lo mais perto do original, o mundo deveria rejubilar-se – não se inclinar contra como alguns críticos fazem em relação às correções do Livro de Mórmon. Finalmente, deixe-me terminar com uma outra citação de Nibley (Since Cumorah, p; 7):

A primeira edição do Livro de Mórmon, embora a mais legível, não é a versão padrão hoje. Isto porque é difícil de usar, com seus longos capítulos e falta de versículos numerados, e a gramática é algumas vezes perturbadora para nós. Perturbadora, mas não enganosa – este é o ponto. Muito do Novo Testamento está em péssimo grego, e os antigos pagãos freqüentemente riam da inaptidão literária e horrível gramática dos Discípulos; ainda que em nossa Bíblia em Inglês suas gramáticas estão meticulosamente corretas. É isto uma indicação de desonestidade? Não mais do que a pobre gramática dos antigos apóstolos fosse prova de que não eram inspirados. Se indicar alguma coisa, a pobre gramática de Joseph Smith serve de propósito como prova, como foram as deles, que as palavras inspiradas dos profetas não foram produtos de escolas ou da invenção de homens inteligentes e espertos.

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