Estou feliz por poder passar algum tempo com vocês hoje falando a respeito da tradução do Livro de Mórmon. Estou esperançoso de que no final dessa preleção hoje possamos conhecer apenas um pouco mais a respeito do que Joseph Smith pessoalmente pensava e disse sobre a tradução do Livro de Mórmon.1 - O que diz Joseph Smith?2 - O que outros - companheiros, colegas, e co-trabalhadores, que o conheciam naquele período de tempo - dizem a respeito do processo de tradução?3 - E além disso, fazer perguntas especificamente sobre os meios e métodos que foram usados no processo e tradução. Por meios quero dizer, instrumentos, os objetos que foram usados. E descobrir o que podemos aprender disso.4 - Em acréscimo a isso, finalmente, que método foi usado no processo de tradução? Como foi que Joseph Smith na verdade combinou esses instrumentos, os objetos que lhe foram dados, de modo a estar apto a traduzir? Essas quatro questões espero estarmos aptos a discutir.Estamos todos familiarizados, acredito, com a agora famosa carta Wentworth, a carta que contém as Treze Regras de Fé, na qual Joseph descreve a ascensão e progresso da Igreja. Nessa carta ele também descreve ligeiramente a respeito da tradução por meio de Urim e Tumim, através do poder de Deus. Em outras ocasiões ele usou linguagem semelhante sobre o processo de tradução.Em uma carta que ele escreveu a uma pessoa muito vivida, à qual ele se referiu como "Joshua, o ministro Judeu", ele diz que a tradução ocorreu pelo dom e poder de Deus. E em outra parte, onde fala sobre o uso de Urim e Tumim, ou os 'óculos', ou os intérpretes nefitas, como são chamados no Livro de Mórmon ( e aqui devo acrescentar em parênteses que o termo Urim e Tumim, que normalmente usamos para descrever os objetos ou os instrumentos que foram usados para a tradução na verdade nunca foram encontrados no Livro de Mórmon), ele sempre - observem - usa apenas a frase eles foram usados pelo dom e poder de Deus.Devemos nos perguntar, porque Joseph Smith foi tão hesitante em responder à questão em maiores detalhes? E sabemos que ele foi, porque em 1831, na Conferência de Outubro, em Orange, Ohio,seu irmão Hyrum, a quem ele tão ternamente amava, e por quem ele fez tanto, e que também muito lhe fez, perguntou-lhe, diante da conferência, se poderia por favor levantar-se e informar aos membros da conferência em maiores detalhes do que ele já o fizera, exatamente como o Livro de Mórmon foi traduzido. Em resposta ao pedido, Joseph disse que não nada mais tinha a acrescentar além do que já havia sido dito sobre a vinda do Livro de Mórmon à luz, e que não era bom que maiores detalhes fossem acrescentados.A reticência, suspeito, resulta de alguma experiência ruim que Joseph deve ter tido quando havia dado a conhecer coisas muito sagradas a algumas pessoas. Recordamos, naturalmente, que logo no início quando ele deu a conhecer ao povo suas experiência da primeira visão; o resultado foi perseguição maior do que ele havia concebido ou imaginado.Havia outro problema, Nos primórdios da Igreja, muitos dos primeiros membros da Igreja começaram a acreditar que foi apenas pelo uso e através das pedras videntes - Urim e Tumim - que era possível receber revelação. Assim, sempre que eles sentiam que uma revelação legítima devia ser dada, as pedras videntes tinham de estar lá. Joseph, como veremos, logo abandonou as pedras videntes porque ele sentiu que não mais necessitava delas. Essas pessoas continuaram acreditando que as pedras videntes eram essenciais. Assim, eu acredito por causa da atitude reinante entre certos membros da Igreja, tanto quanto a atitude que ele deve ter suspeitado existir entre aqueles que não pertenciam à Igreja, então ele decidiu nada mais acrescentar ao que já havia dito na quela declaração, de que "foi pelo dom e poder de Deus" que ele traduziu o Livro de Mórmon.Entretanto, felizmente, algumas outras testemunhas disseram mais a esse respeito. Falaram tanto sobre os instrumentos e objetos que foram usados de modo a traduzir o Livro de Mórmon, e, em acréscimo a isso, eles também falam com certa extensão sobre o método que foi usado para esse fim. Eu gostaria de analisar ambos - instrumentos e método.Durante o processo de tradução as testemunhas notam que dois instrumentos diferentes são usados.Um deles, as pedras videntes. Estamos todos acostumados, acredito, com a palavra, mas quereremos gravá-la em nossa mente, porque ela ocorre em contexto com outras palavras igualmente. E, em acréscimo àquilo, uma outra palavra, os intérpretes, às vezes chamados de intérpretes nefitas, ou óculos. Esses dois objetos parecem ter sido usados desde o início do processo de tradução do Livro de Mórmon.A pedra vidente, em primeiro lugar, podemos falar a respeito. Parece haver sido originalmente encontrada por Joseph, seu irmão Alvin, quando eles estavam trabalhando na propriedade de Mason Chase em 1822, e que é descrita por uma das testemunhas, serem do tamanho aproximado do ovo de uma galinha, na forma de um alto dorso de sapato. Era composta de camadas de cores diferentes passando através dela diagonalmente. Era muito dura e lisa, talvez por serem trazidas nos bolsos.Muitas das demais descrições que temos a respeito delas dizem quase a mesma coisa.É interessante notar que as pedras videntes foram passadas por Joseph, após traduzir o Livro de Mórmon, a Oliver. Oliver conservou-as em sua posse até morrer. A seguir passaram para sua esposa,Elizabeth Ann Whitmer Cowdery, que as deu para Phineas Young, irmão de Brigham Young, que viera a Missouri onde Elizabeth se encontrava naquele tempo. Phineas levou-as a Utah com ele e entregou-as a seu irmão, Brigham, que as conservou guardando-as para a Primeira Presidência; e,com exceção de breve hiato de tempo quando ela foi adquirida por alguém mais, ela tem permanecido na posse da Primeira Presidência desde aquele tempo e ainda faz parte das posses da Primeira Presidência.Existem vários relatos mais, além do relato que acabamos de mencionar, relativos aos óculos ou intérpretes nefitas. Talvez a melhor e mais longa descrição que temos dos intérpretes nefitas obtemos do irmão mais jovem de Joseph, William. O irmão de Joseph, como devem recordar, era um membro do primeiro Quorum dos Doze. Mais tarde ele se tornou insatisfeito com a Igreja e abandonou-a. Ele não mais congregou com os santos em Utah, mas sempre manteve fiel a seu testemunho do Livro de Mórmon. Ele foi o membro do Quorum dos Doze original que viveu mais longamente.Ele morreu em 1893, e em 1891, dois antes de sua morte, dois cavalheiros, Sr. Peterson e Sr. Pender vieram entrevistá-lo a respeito de suas recordações do processo de tradução do Livro de Mórmon.No decurso disso, ficaram sabendo, juntamente com outras coisas, sobre o Urim e Tumim, e o peitoral. Perguntaram-lhe qual era o significado da expressão: "dois aros de um arco, que prendia [o Urim e Tumim]." Ele disse que o arco de prata dobrado estava torcido com o formato de um 8,assim temos uma idéia de que "dois aros de um arco" parece um pouco com um par de óculos, mas um par de óculos que tem a forma semelhante a um 8. E as duas pedras eram colocadas,literalmente, entre os dois aros - isto é, dentro dos aros, de modo a permitir os meios através dos quais o indivíduo, que era o vidente, podia olhar e ver.No final, ele continua a dizer, era preza por uma haste que era ligada a outra extremidade do ombro direito do peitoral. Ao apertar a cabeça um pouco para a frente a haste prendia o Urim e Tumim diante dos olhos, muito parecido com um óculos. Um bolso foi preparado no peitoral, no lado esquerdo, imediatamente sobre o coração. Quando não estava sendo usado, o Urim e Tumim era colocado nesse bolso, a haste tendo justamente o comprimento necessário para permitir fosse ele ali depositado. Esse instrumento podia, entretanto, ser retirado do peitoral, e Joseph freqüentementeusava-o desligado quando fora de casa, mas sempre o usava em conexão com o peitoral ao recebercomunicações oficiais ou quando traduzindo, permitindo-lhe ter ambas as mãos livres paramanusear as placas.Conseguimos ver a imagem que está sendo criada aqui por William? O peitoral cobria a partesuperior do corpo. Dentro do peitoral tem um buraco onde os dois aros do arco, os intérpretes,podiam ser fixados para manter as mãos livres no momento em que traduzia ou recebia revelações.Ele continua, ainda, a dizer mais um par de coisas interessantes com relação a isso. Aparentemente,ele diz, aquilo havia sido preparado para homens muito maiores em tamanho do que Joseph ou elepróprio, e eram muito largos tanto para os olhos de Jaseph quanto de William. E, como resultado,causava um estado de tensão nos olhos, porque as lentes - pedras - ou intérpretes, ficam um tantodistantes uma da outra, mais do que indivíduos do tamanho de William ou Joseph, estariamacostumados, em circunstância normal; ele causava uma certa quantidade de tensão ocular, comoresultado do que William dissera, eles ou ele também usara as pedras videntes.Agora devemos nos perguntar, "Bem, o que sabemos a respeito de quando as pedras foram usadasem oposição a quando os intérpretes nefitas foram usados"? Os relatos variam um pouco aqui, masparece razoavelmente claro que as pedras foram usadas em todos os estágios do processo detradução. Há pelo menos alguma probabilidade, em acréscimo a isso, que os intérpretes nefitasforam usados durante todas as fases do processo de tradução igualmente, embora perdure algumadúvida a respeito disso.Devo acrescentar, aqui, uma história muito interessante que é contada a respeito das pedras videntespor Martin Harris, o qual, naturalmente, esteve envolvido no processo de tradução logo no início.Ele conheceu Joseph quando ele usava as pedras bem como os intérpretes nefitas. Ele disse, então,que certa vez quando Joseph estava usando as pedras com o propósito de traduzir, ele ficoucansado; qualquer pessoa pode imaginar que permanecer assentado duas ou três horas trabalhandodaquela maneira, é natural que quisesse descansar, e eles o fizeram. Foram para a margem do rio,ele disse, e apanharam pedras e começaram a lançá-las sobre as águas. Enquanto Joseph atirava aspedras, Martin, sem Joseph saber, pegou uma pedra que era grosseiramente semelhante em tamanhoe forma e cor às pedras videntes que ele estava usando, e colocou-as em seu bolso. A seguir eletrocou as pedras videntes pelas pedras que ele havia encontrado no rio, de modo que quando Josephiniciou a tradução novamente, ao contrário de ter as verdadeiras pedras ele tinha as falsas apanhadaspor Martin.Ao descrever essa experiência, Martin diz que Joseph olhou intencionalmente para o chapéu que erausado para cobrir, para evitar a luz, e ficou em absoluto silêncio por vários momentos - algo quenormalmente não acontecia no processo de tradução, quando Joseph podia simplesmente continuardo ponto em que interrompera, mais ou menos traduzindo continuamente. Então ele disse a Martin,"Martin, o que aconteceu? Está tão escuro quanto o Egito". E quando olhou para a face de Martin,Martin disse que seu semblante decaiu e então Joseph perguntou-lhe: "O que aconteceu"? Martinexplicou, e então Joseph perguntou-lhe: "Por que você trocou as pedras por outras?" E Martin disse:"Para provar que aqueles que clamam que você está simplesmente criando as palavras estão erradosa esse respeito." Ele disse que fez isso para calar a boca dos loucos que faziam tais clamores.Emma, que estava lá naturalmente durante todo o processo de tradução, afirma que no início da fasede tradução Joseph usou primeiramente os intérpretes nefitas. Mais tarde ele usou os intérpretesnefitas apenas para algo menos extenso, e usou fundamentalmente as pedras videntes. Afirmaçãosemelhante encontramos de William McLellin.Por outro lado, e eu creio que isso é muito importante, nós temos a declaração de Oliver Cowdery -quem nós sabemos nem mesmo esteve envolvido no processo de tradução do Livro de Mórmon atédepois de perdidas as 116 páginas manuscritas - quando Joseph teve as placas e tudo o mais retiradodele, e depois devolvido a ele. Oliver agora foi chamado a testemunhar em favor de Joseph em umjulgamento ocorrido em 1830, denominado "sob acusação de um crime muito sério", o quebasicamente significa - alguém que não gostava de Joseph e assim decidiu fazer acusações contraele. Sob juramento, testemunhando sobre a tradução, (Oliver) disse que ele (Joseph) "usava duaspedras transparentes parecidas com óculos, ajustadas em aros prateados". E ele continua dizendo:"Olhando através dessas pedras, Joseph era capaz de ler, em inglês, os caracteres egípciosreformados que estavam gravados nas placas." Desde que a única experiência de Oliver comJoseph, que acabei de mencionar, aconteceu depois da perda e recuperação das placas, e as outrascoisas que se seguiram, seu testemunho nesse julgamento certamente sugere que Joseph estavacontinuando a usar os intérpretes nefitas, até mais tarde nessa parte do processo de tradução.Semelhantemente, encontramos em um número bem antigo do Latter-day Saint Messenger (Omensageiro Santo dos Últimos Dias) e Advocate (Advogado) o que Oliver escreveu: "Dia após diaeu continuava a escrever ininterruptamente a partir do que ele ditava à medida que traduzia com oUrim e Tumim, ou como os nefitas diriam, intérpretes, a história, um registro denominado Livro deMórmon." Aqui novamente notamos que o termo Urim e Tumim não era encontrado no Livro deMórmon; é algo que virá mais tarde, em um relato posterior a 1830. Talvez 1831, ou algo assim, éque temos a primeira menção deles, aparentemente não de Joseph, mas de ambos W.W.Phelps ou deOliver Cowdery. Eles o denominaram Urim e Tumim por acreditarem que essa era a melhormaneira de ajudar na descrição (dos intérpretes ) para o povo, usando portanto uma terminologiabíblica, que estava à disposição de Joseph a fim de traduzir.Encontramos declaração semelhante feita por Oliver através de Rueben Miller, em 1848, e isso bempróximo do fim de sua vida: "Eu escrevi com minha própria pena o Livro de Mórmon inteiro,exceto algumas páginas, tal como saíram dos lábios do profeta, à medida que ele traduzia-o pelodom e poder de Deus, através do Urim e Tumim, ou conforme chamado no livro, intérpretessagrados". Parece, penso então, muito apropriadamente que durante todo o período da tradução,mesmo durante os primórdios da tradução até a época em que as 116 páginas foram perdidas, ambosos intérpretes nefitas, as duas pedras presas a um aro, em acréscimo às pedras videntes, que haviamsido encontradas por ele alguns anos antes. E que mais tarde, ambos eram usados. Mas, em certosentido, a coisa realmente importante é que durante todo o processo de tradução, Joseph usou meiossobrenaturais para capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon corretamente.Ora, há outra questão que talvez nos perguntemos, e acho-a muito legítima. Por que Joseph tinha deusar qualquer tipo de meio, seja qual for, os intérpretes nefitas ou as pedras videntes, ou qualqueroutra coisa? Pergunta que alguns dos primeiros santos fizeram igualmente. Orson Pratt, porexemplo, fez a pergunta e ele assim relatou, quando fez a pergunta o profeta disse-lhe que o Senhorlhe tinha dado o Urim e Tumim quando era inexperiente quanto ao princípio de inspiração. Masagora, ele, isto é, Joseph, tinha avançado bastante na compreensão da influência do Espírito que nãomais necessitava da assistência do instrumento. De fato, vocês recordam que mencionei que depoisde haver completada a tradução do Livro de Mórmon, ele deu as pedras videntes para Oliver,dizendo, "Não mais necessito disso."A seguir temos outro comentário, usado mais tarde por Zebedee Coltrin que também o conheceranesses primeiros anos. Em 1880 Zebedee Coltrin diz que: "Joseph disse, com relação a Urim eTumim ou intérpretes nefitas e as pedras videntes, que não mais necessitava daquilo e que os tinhaentregue ao anjo Moroni." Isso é interessante porque aqui estamos falando, naturalmente, sobre osintérpretes e não sobre as pedras videntes. Os intérpretes voltaram para Moroni, as pedras paraOliver. Mas ele possuía o sacerdócio de Melquisedeque e esse sacerdócio permitiu-lhe ter as chavespara todo conhecimento e inteligência, como resultado de que tais instrumentos não eram maisnecessários para ele usar, bem como os intérpretes e as pedras videntes.Agora deixem-me frisar mais uma coisa. Aqui nós observamos os termos pedra vidente ouintérpretes ou óculos. Na literatura, em geral, parece que intérpretes e Urim e Tumim, são usadosmais ou menos indistintamente. Mas, também pareceu haver alguns momentos em que Joseph, eoutros, usaram Urim e Tumim para se referirem às pedras videntes igualmente. Assim sendo, creioque nós precisamos compreender que Urim e Tumim, embora usualmente associados com óculos ouintérpretes, deve também ser usado para se referir às pedras videntes. Mais importante todavia é quesão usados com referência a qualquer meios sobrenaturais que o Senhor proporcionou a Josephdurante aquele período, de modo a capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon.A próxima questão que podemos desejar elucidar a seguir é, que tal esse método de traduzir o Livrode Mórmon? Quanto aos meios, temos alguma discussão a respeito: pedras videntes, intérpretes, ouóculos. E o método? Joseph nos informou como foi que ele traduziu o Livro de Mórmon?Infelizmente, aqui também ele não fornece maiores informações a respeito de como o Livro deMórmon foi traduzido do que fez quando veio à tona o exemplo discutido a respeito dos meios queforam utilizados. Ele diz meramente que eles trabalharam pelo dom e poder de Deus. Isto éparticularmente uma pena, uma vez que somente Joseph, nesse particular, estava em posição dedescrever como os instrumentos na realidade agiam, de modo que outros pudessem descrever paranós, com algum detalhe e com correção indubitável, como Joseph ou os instrumentos pareciam.Entretanto, pelo menos dois auxiliares de Joseph, pessoas que foram testemunhas do processo detradução, fizeram declarações relativas a como Joseph na verdade traduziu o livro de Mórmon.Um deles é David Whitmer. No final de sua vida, em resposta a algumas afirmações que estavamsendo feitas a respeito dele e a respeito do início da ascensão da Igreja, David Whitmer escreveuuma declaração aos "Crentes em Cristo". Ele escreve certo número de assuntos diferentes quedetratam os primórdios da Igreja, mas ele também fala do processo de tradução. E isto é o que elediz a esse respeito:"Eu lhes darei uma descrição do modo em que o Livro de Mórmon foi traduzido."Joseph colocava as pedras dentro de um chapéu, puxando-o bem junto à face para excluir a luz".Ora, essa é a maneira que alguém certamente usará se estiver olhando através de um microscópio, eàs vezes até um binóculo. É necessário excluir a luz de modo a estar apto a ver.Assim ele diz: "No escuro a luz (sobrenatural?) brilharia. Um pedaço de uma coisa parecida compergaminho apareceria e nele o escrito. Um caracter por vez apareceria e sob ele a interpretação eminglês. O irmão Joseph então leria o inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, equando estava escrito e repetido para Joseph, para verificar sua exatidão, então desaparecia, e umoutro aparecia com a interpretação. Assim, o livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder deDeus e não por qualquer poder do homem." Essa é uma declaração muito interessante. Desejamosvoltar a ela porque há muito nela que merece ser escrutinado.Todos vocês sabem que Martins Harris permaneceu muitos anos fora da Igreja, jamais modificandoseu testemunho da Igreja, jamais em tempo algum também sobre seu testemunho do Livro deMórmon. Mais para o fim de sua vida ele foi visitado por Edward Stevenson, que era membro doPrimeiro Quorum dos Setenta, que o reconverteu ao evangelho e o trouxe para Utah, ondepermaneceu pelo resto de seus dias. Edward Stevenson teve numerosas entrevistas com MartinHarris sobre aqueles grandes acontecimentos sucedidos nos primeiros dias da restauração e asregistrou. Ele perguntou-lhe muita coisa sobre a vinda à luz do Livro de Mórmon e recebeu umadeclaração de Martin sobre como o Livro de Mórmon foi traduzido por Joseph que achoextremamente interessante e digna de consideração por um momento.Isto e o que Edward Stevenson diz com relação à descrição de Martin: "Com ajuda das pedrasvidentes, sentenças apareciam e eram lidas pelo profeta e escritas por Martins. E quando terminadoele dizia "escrito", e se estivesse correto a sentença desaparecia e uma outra aparecia em seu lugar.Mas, se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até ser corrigida, de modo que a traduçãoera idêntica ao que estava gravado nas placas, precisamente na língua então usada."Bem, essa é uma declaração deveras interessante. Consideremos esta última parte da declaração emprimeiro lugar. Ele observa aqui que Joseph leria o que estava escrito na pedra vidente, ou nosintérpretes nefitas. Se estivesse corretamente escrita pelo escrevente, cujo manuscrito ele não podiaver diretamente, mas apenas, através de inspiração, então continuavam. Mas, se não estivessecorretamente escrita ele a corrigia. Podemos ver no manuscrito original do Livro de Mórmon, cercade um quarto dele ainda existe, (que esteve em anos recentes estudados inteiramente por RoyalSkousen), em certos exemplos em que uma palavra, especialmente um nome, está escrito de umaforma e a seguir riscado e escrito de maneira um pouco diferente.Posso imaginar bem nesses exemplos, Joseph lendo a palavra tal como ele a considerariaapropriadamente pronunciada. A pessoa que estava atuando como escrevente grafava a palavra talcomo imaginava devia ser escrita. Mas, em poucos exemplos, ele a escreveu de forma não muitocorreta, e como resultado, Joseph, que podia ver o que estava sendo escrito, corrigiria a ortografia eentão depois de corrigido continuaria. Em alguns exemplos é especialmente interessante, porque ascorreções fazem sentido apenas à luz desses nomes vindos do antigo Oriente Próximo, e que nãofaria grande sentido particularmente como um nome que tivesse ocorrido somente através daexperiência dessas pessoas que falavam o inglês.Em um exemplo particular, devo observar, um nome foi originalmente escrito com um ck no finaldele. Joseph, então, quer o nome corrigido, uma vez que as ultimas letras não ck, mas ch. E assimvemos naquele manuscrito original o nome com o ck riscado e a seguir escrito com ch em seu lugar.Ora, possivelmente, para nós, a maneia que pronunciaríamos ch ou um ck no final de uma palavrapoderia ser aproximadamente a mesma coisa, como o som de um k. Mas em Hebreu, e em muitasoutras línguas a ela relacionadas, há uma grande diferença entre uma e outra. Elas representam duasletras ou sons totalmente distintos.Ele diz algo aqui que acho muito interessante também. A tradução foi feita precisamente comoestava gravada nas placas, na mesma linguagem usada então. Ele disse que isso acontecia porque assentenças apareciam, e eram lidas pelo profeta e a seguir escritas por Martin, neste particularexemplo, ou por Oliver mais tarde, e então elas desapareciam depois de serem apropriadamenteescritas. Acho que isso nos proporciona uma chave de como a tradução aconteceu, mas não nos diznecessariamente a história completa. Pode ter ocorrido a ambos, a David tanto quanto a Martincertos pressuposições concernentes a como uma escritura é revelada de modo que possa não estarcorreta. Quero dizer com "inerrantous" que a idéia de que, o que quer que Joseph recebia procediadiretamente da mente de Deus para as mãos de Joseph.Quero agora deixar claro que é minha firme crença que o Livro de Mórmon é de origem divina. Poroutro lado, parece-me que Joseph está profundamente envolvido no processo de tradução, em umnúmero de maneiras importantes. Uma delas é, acredito, que Joseph tem de fazer escolhas comrelação a certas palavras que são usadas na tradução inglesa. Creio que esse é o caso porque, comovocê certamente se lembra, na segunda edição do Livro de Mórmon de 1837, numerosasmodificações foram feitas no Livro de Mórmon em inglês. E foram feitas por Joseph ou sob suadireção. Ora, se Joseph tivesse imaginado que tudo no Livro de Mórmon viera diretamente comoDeus o revelara a ele sem qualquer possibilidade de modificação, porque, afinal, ele eraexpressamente e inteiramente, a palavra de Deus, e assim não estou certo se ele quereria fazerqualquer tipo de modificação.Além disso, creio que o envolvimento de Joseph nesse processo todo de tradução é sugerido peloque encontramos na seção nove de Doutrina e Convênios. Recordem-se que Oliver tinha um grandedesejo de se envolver, não meramente como escrevente, mas também como tradutor, e então elepediu que o dom de tradução fosse concedido também a ele. Oliver, então, é admoestado peloSenhor, "Eis que não compreendeste; supuseste que eu o concederia a ti, quando nada fizeste a nãoser pedir-me."Então Oliver imaginou: "Tudo que tenho de fazer é dizer que desejo traduzir," e as palavras ser-lheãodadas. Aí o Senhor diz, não, essa não é a maneira correta; ele continua e diz, "Mas eis que eu tedigo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estivercerto, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo." Novamente, eu depreferência suspeito que Oliver tinha a idéia - se eu perguntar, o dom será dado a mim, e tendo odom, não há um esforço particular envolvido de minha parte; eu simplesmente usarei os intérpretes,ou as pedras videntes, e serei capaz de traduzir. Mas aí ele aprende que é muito mais complicado eenvolve um processo além daquilo.Esses versículos, penso, sugerem que era requerido esforço por parte do tradutor; esforço real egenuíno. Buscar, encontrar a expressão apropriada, algo que não tivesse sido a situação, uma vezque é simplesmente revelado diretamente de Deus à mente e à pena do tradutor.Existe mais evidências adicionais, creio, pois a idéia que estou a propor aqui, de que há real esforçoenvolvido por parte de Joseph, de que ele não está simplesmente, agora, escrevendo o que é dadodireto à sua mente, mas está sendo requerido trabalhar idéias que lhe são dadas dentro de um inglêsque seja coerente e aceitável em expressar as noções do texto original.Temos um relato contemporâneo de um ministro, que era muito bem conhecido, tanto por suasatividades na Igreja Alemã Reformada quanto devotado inimigo da restauração. Seu nome eraDeitrich Vilers. Ele estava escrevendo a dois colegas em York, Pennsylvania. Ele escreve emalemão. Ele fala a respeito da ascensão da Igreja, e inclui duas ou três afirmações que são muitointeressantes. Compreendemos, naturalmente, que ele não está escrevendo como um crente, massimplesmente alguém que reporta o que o povo é, naquele tempo, dizendo:Ele diz: "O anjo indicava que sob essas placas haviam óculos escondidos, sem os quais ele nãopodia traduzir as placas; e, que por usar tais óculos, Smith encontrava-se numa posição de poder leressas línguas antigas, as quais ele nunca estudara, e que o Espírito Santo revelara a ele a traduçãopara a língua inglesa. Vamos ler novamente essa última parte, pois acho isso muito interessante. Elediz que com Urim e Tumim (os óculos) ele "estaria em posição (capacitado) a ler essas línguasantigas, as quais (Joseph) não havia estudado, (mas) que o Espírito Santo revelara a ele a traduçãopara a língua inglesa."De acordo com um estudioso que escreveu sobre isso: "Assim, a tradução inglesa foi, de acordocom relatos contemporâneos, produto de impressões espirituais dadas a Joseph, mais do queaparição automática das palavras inglesas. Isso torna Joseph Smith, a despeito de suas limitaçõesgramaticais, um tradutor, de fato, mais do que meramente um transcritor dos escritos de Deus."Esse é o cenário que eu gostaria de sugerir. A Joseph é dado através de inspiração (por meio deUrim e Tumim, que é a pedra vidente ou os intérpretes nefitas), os meios pelos quais ele podecompreender palavras e idéias, e a relação entre essas palavras e idéias, da língua original tal comoencontradas nas placas. Porém, cabe a Joseph a responsabilidade de colocar a seguir aquelaspalavras de forma coerente na língua inglesa, tal como ele as compreendeu em sua mente.Todos de nós que tiveram a experiência de aprender uma segunda língua pode saber que é possívelchegar a um ponto em que não mais necessita traduzir da segunda língua para a língua nativa, a fimde ser capaz de compreendê-la. É possível ler simplesmente um documento e compreendê-lo semtraduzir palavra por palavra para o inglês.Mas é também fato que o mesmo processo de tradução é, quando ele requer na verdade expressaraquelas idéias que alguém pode compreender na língua original sem realmente traduzir para oinglês, muito mais complicado quando há necessidade de expressar um inglês coerente. Alguémpode ser capaz de ler um documento em francês e compreendê-lo muito bem; mas se esse alguémfoi solicitado, então, que traduza esse documento para o inglês, certamente requererá algum esforçoreal. O mesmo aconteceria se fosse um documento espanhol, alemão, e até mesmo um documentohebreu, ou seja que língua for que se selecione.Deve ser muito fácil compreender na língua original - as idéias podem ser refletidas. Mas se alguémé solicitado fornecer alguma espécie de resumo, isto é, um breve sumário daquilo que diz, seriasimples. Mas se essa pessoa é solicitada para fornecer uma tradução coerente, razoavelmente literaldo material, há real dificuldade. Requer esforço, muitas vezes uma grande quantidade de esforço.Esse é o esforço, penso, que foi referido pelo Senhor na Seção Nove de Doutrina e Convênios.Oliver precisava compreender que ele tem de ponderar em sua mente de modo a se capacitar paratraduzir com sucesso. Quais palavras usadas por Joseph são palavras dele próprio, apesar de asidéias terem sido fornecidas por inspiração do Senhor, uma vez que, naturalmente, ele não tevequalquer oportunidade de aprender a língua bem o bastante de modo a estar apto a traduzir por simesmo.Bem, penso que, se aceitarmos que o processo de tradução segue dessa maneira, que Joseph tinhade usar seu próprio esforço, a fim de ser capaz de traduzir as palavras para o inglês de modosatisfatório e que traduzisse o sentido original corretamente e de forma apropriada, então, penso quepoderemos compreender o passo seguinte do processo, que é mencionado tanto por Martin Harrisquanto por David Whitmer; isto é, quando uma tradução aceitável tenha sido escrutinada porJoseph, em sua mente, ela então podia aparecer no Urim e Tumim e ser lida a seguir.Agora devemos perguntar, bem, não seria possível a alguém mais aparecer com uma traduçãodiferente? E a resposta para isso é absolutamente sim. De fato, George Albert Smith, que foi osétimo Presidente da Igreja, e um membro do Quorum dos Doze, que conheceu bem Joseph, diz queteria sido possível traduzir o Livro de Mórmon em muitas línguas diferentes, de forma adequada emnumerosas línguas, e ainda ter o sentido original expresso apropriadamente. Eu sei por experiênciaprópria nas classes em que leciono línguas, que, se eu pedir a um grupo de cerca de seis estudantesque traduzam um mesmo texto para o inglês, é concebível que eu obtenha seis diferentes traduções,cada uma, devo admitir, ser aceitável por traduzir o sentido original de forma correta.Isso quer dizer que uma única forma de traduzir um texto, provavelmente, pela natureza da língua,vá ser rejeitada. Numerosas maneiras são freqüentemente utilizáveis, cada uma, aceitável ou comcorreção aceitável, expressará as idéias do original. Se alguma outra pessoa tivesse traduzido oLivro de Mórmon, eu provavelmente suspeitaria que algumas palavras poderiam ser diferentes, queparte da sintaxe poderia ter sido um pouco diferente, mas que o sentido não tinha sido modificado,desde que a pessoa estivesse traduzindo sob inspiração do Senhor.Agora eu gostaria de ler alguns comentários que foram feitos por Emma com relação ao processo detradução e que vão além tanto do instrumento, meios, método, mas que nos proporcionará algumainstrospecção no amplo contexto de tradução de Joseph. Já nos referimos a uma na qual elaresponde a pergunta de como Joseph traduzia.Neste momento eu gostaria de observar algo mais que ela nos diz de sua própria experiência dequando agia como escrevente. Ela diz, a uma pessoa que lhe pergunta a respeito da tradução,"Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi parte dele." (e devemosmanter em mente que houve muita gente que escreveu a tradução, ou que trabalhou comoescrevente para a tradução do Livro de Mórmon, embora aquele que escreveu a maior parte do queagora conhecemos como o Livro de Mórmon , foi Oliver Cowdery).Ela diz: "Eu escrevi parte dele à medida que ele ditava as sentenças, palavra por palavra; e quandoele chegava a nomes próprios ele não conseguia pronunciar, ou palavras longas, ele as soletrava. E,enquanto eu as escrevia, se eu cometesse um erro de ortografia, ele me interrompia corrigia o erro"(a mesma coisa que vemos mencionada por Martin Harris com relação ao processo de tradução),"embora fosse impossível a ele ver," ela disse, naquele momento, como eu as havia escrito"."Algumas palavras que ele não sabia como pronunciar, até mesmo palavras como Sarah ou Sariah -ela disse - ele tinha que soletrá-las", e ela então as pronunciava para ele. "Quando ele parava poralguma propósito, ele iniciava novamente a tradução, ele recomeçava de onde havia parado semqualquer hesitação, e certa vez quando estava traduzindo ele parou subitamente, pálido como umlençol, e disse, ' Emma, Jerusalém antiga tinha muralha?' Quando eu respondi que tinha, elereplicou, ' Oh, eu estava com medo de haver me enganado.'" Ela escreveu, "Ele tinha umconhecimento tão limitado de história naquele tempo, que nem mesmo sabia que Jerusalém eracercada por muralhas."Bem, David Whitmer diz quase a mesma coisa a respeito desse mesmo acontecimento. "Quando, aotraduzir, chegou-se pela primeira vez ao local onde Jerusalém era mencionada como sendo umacidade cercada por muralhas, ele parou até eles encontrarem uma cópia da Bíblia e mostrarem-lheonde aquilo estava registrado; Smith não acreditava que ela fosse uma cidade cercada.Bem, Emma diz outras coisas maravilhosas, acho, no curso da longa entrevista que ela teve com seufilho, Joseph Smith III, com seu segundo marido, Major Bidemon, e muitos outros. Esta entrevista,que apareceu o Saints Herald em 1879, um pouco antes de sua morte, é composta de perguntas erespostas. Eu gostaria de lê-la para vocês porque, novamente, ela nos fornece uma introspecção noLivro de Mórmon de tal forma importante e bela e um grande testemunho da pessoa que conheceu,melhor do que qualquer outra, a Joseph Smith, e que esteve mais próxima dele durante o tempo emque ele estava traduzindo o Livro de Mórmon, também do que qualquer outra pessoa.A primeira pergunta é: "O que tem a dizer a respeito da verdade do Mormonismo?"E a resposta: "Eu sei que o Mormonismo é a verdade e eu acredito que a Igreja foi estabelecida pordivina direção. Tenho completa fé nisso. Quando escrevendo para seu pai - Joseph - eu escrevia,freqüentemente, dia após dia, normalmente assentada à mesa próxima dele, ele ditando, hora apóshora, com nada entre nós."Próxima pergunta: "Ele não tinha um livro ou manuscrito que lia e ditava para você?"Sua resposta: "Ele não tinha manuscrito ou livro do qual ler."Pergunta: "Ele não poderia ter e a senhora não ter visto?"Resposta; "Caso tivesse algo semelhante ele não poderia ter ocultado de mim."Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?"Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las,envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveiscomo um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar,como uma pessoa fazem com as páginas de um livro."Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?"Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava."Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para OliverCowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a históriade algum outro livro?"A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante.Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma cartasequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativanas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisascomo transpareceram, é algo maravilhoso para mim, u'a maravilha e um assombro tanto quanto paraqualquer pessoa."Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as."Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusearas placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que eraum trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma."Nesse momento seu marido, Major Bidemon, perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar asplacas?"E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmentecuriosa a respeito delas. (E eu amo esta parte da resposta.) Eu as mudava de lugar para lugar sobre amesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa."Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seutestemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos.Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade eorigem do Livro de Mórmon?"E sua resposta: "Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho amenor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditadoe escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente,seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois deinterrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ououvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvávelque homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seriainteiramente impossível."Bem, existe também um outro grande testemunho do trabalho de tradução de Joseph. Eu gostaria deler o que David Whitmer nos fala sobre a disposição que Joseph tinha de ter para fazê-lo. Nãodevemos imaginar que Joseph poderia fazê-lo automaticamente. Já vimos através da história deMartin Harris que se tratava de uma pedra muito particular que era denominada pedra vidente,assim ele precisava encontrar-se com disposição apropriada a fim de estar apto a usar as pedrasvidentes ou os intérpretes nefitas.David conta esta história: "certa manhã quando Joseph se preparava para continuar a tradução, algoerrado aconteceu na casa, e Joseph descontrolou-se a respeito daquilo. Algo que Emma, sua esposa,tinha feito. Oliver e eu subimos para o andar superior e pouco depois Joseph subiu para continuar atradução, mas ele nada pôde fazer. Ele não conseguia traduzir uma sílaba sequer. Ele então desceuas escadas, foi para o jardim, e suplicou ao Senhor. Uma hora já havia se passado quando ele voltoupara a casa, pediu perdão a Emma, e a seguir subiu para onde estávamos e a tradução continuounormalmente. Ele nada podia fazer, a menos que fosse humilde e fiel."Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre a tradução. Apenas mais um par delas eu gostaria demencionar para terminar. Primeiro, a menos que imaginemos que esse processo de tradução era algosimples, algo que qualquer pessoa poderia fazer, eu gostaria de sugerir o teste que o irmão HughNibley sugeriu para qualquer pessoa que queira fazê-lo. Até este momento, a propósito, nãoconheço ninguém que o tenha aceito, embora o Livro de Mórmon tenha muitos que questionam suadivina autenticidade.Isto é o que ele sugere a alguns de suas classes do Livro de Mórmon:Uma vez que Joseph Smith era mais jovem do que a maioria de vocês [agora, naturalmente, ele estáfalando a um grupo de estudantes da BYU], e de forma alguma tão experiente ou bem educadocomo qualquer um de vocês no tempo em que ele registrou o Livro doe Mórmon, não seria muitopedir a vocês que tragam pelo final do semestre (que naturalmente lhes proporciona mais tempo doque ele tinha, uma vez que todo o Livro de Mórmon foi concluído dentro de um espaço de 84 diasou quase), um trabalho com 500-600 páginas de extensão.Chamem-no um livro sagrado se quiserem, e lhes dê a forma de uma história. Falem de uma comunidade de judeus errantes em tempos antigos. Coloquem todo tipo de personagens em sua história, e envolva-os m todo tipo de vicissitudes públicas e privadas. Dêem-lhes nomes, centenas deles, com a pretensão de que são nomes hebreus e egípcios de cerca de 600 anos A.C. Sejam pródigos com os detalhes da cultura e técnica, modos e costumes, artes e indústrias, política e instituições religiosas, ritos e tradições. Incluam histórias militares e econômicas complicadas.Façam sua narrativa cobrir mil anos sem espaços muito grandes. Mantenham um número de histórias locais inter relacionadas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquem à vontade para incluir controvérsia religiosa e discussões filosóficas, sempre em ambiente plausível.Observem as convenções literárias apropriadas e expliquem a origem e transmissão de seu material histórico variado. Acima de tudo, jamais se contradigam. Pois, agora nos encontramos na verdadeira parte mais difícil dessa tarefa. Vocês e eu sabemos que vocês estão inventando tudo isso. Temos nossa piadinha. Mas da mesma maneira, ser-lhes-á requerido publicar o documento quando o terminarem, não como ficção ou romance, mas como história verdadeira.Após entregá-lo não poderão fazer qualquer modificação. Nesta classe sempre usamos a primeira edição do Livro de Mórmon. O que é mais importante, vocês deverão convidar qualquer e todos os estudiosos para lerem e criticarem seu trabalho livremente, explicando-lhes que se trata de um livro sagrado par e passo com a Bíblia. Se eles parecerem cépticos, vocês deverão dizer-lhes que traduziram o livro a partir de registros originais com a ajuda de Urim e Tumim. Eles vão amar isso!A seguir, para todas suas duvidas, vocês devem dizer-lhes que o manuscrito original eram placas de ouro e que as obtiveram de um anjo!Agora mãos à obra e boa sorte!Considerem isso como uma tarefa dada a Joseph - e isso é precisamente o que aconteceu.Sidney Rigdon, refletindo sobre suas experiências nos primórdios da Igreja, recordou em abril de1844, algo que considero muito interessante de contar. Ele diz, "Recordo que no ano de 1830,encontrava-me com todos da Igreja de Cristo numa pequena e velha casa feita de toras de madeira com cerca de 20 pés quadrados, em Waterloo, Nova York, e começamos a falar sobre o Reino de Deus como se tivéssemos o mundo sob nosso comando. Falávamos com grande confiança.Falávamos de coisas grandiosas. Embora não fossemos muitos, tínhamos grandes sentimentos.Sabíamos há quatorze anos atrás que a Igreja se tornaria tão grande quanto é hoje. Éramos maiores então do que jamais fomos. Se não tivéssemos visto este povo, pois vimos em visão a Igreja de Deus mil vezes maior, embora não passássemos de homens rústicos bons para a fazenda, ou para encontrarmos uma mulher com um balde de leite. Todos os Elderes, todos os membros, reunidos em conferência numa sala de 20 pés quadrados."Particularmente imagino que Sidney e outros membros nos primórdios da Igreja também tenham tido uma visão, não meramente dos anos da Igreja na década de 1840, mas em nossos próprios dias,e puderam prever o tipo de crescimento que temos tido. Mas não é meramente o crescimento que vem através de números que estamos procurando, mas a firmeza de cada indivíduo que se tornam membros através de testemunho. Estou certo que uma das razões que os presidentes da Igreja, mais recentemente o Presidente Benson, têm dado tanta ênfase na importância de lermos e estudarmos o Livro de Mórmon é por não haver melhor caminho onde possamos nos tornar fortes na Igreja, e ganharmos aquele testemunho que nos capacitará fazer nossa parte no cumprimento desse destino do que através do Livro de Mórmon.Eu vejo o Livro de Mórmon como um dos grandes dons que nos foi dado por Deus nesta dispensação. Tal como a restauração possibilitou trazer à luz a "obra maravilhosa e um assombro"que foi profetizada por Néfi, uma parte muito importante dessa "obra maravilhosa e um assombro"foi o surgimento do Livro de Mórmon. Confio em que levaremos seriamente a cabo a obrigação deler e estudá-lo, que começaremos a apreciar quão maravilhoso ele é, tanto pelo maneira que ele surgiu, como naquilo que ele nos diz. Oro para que possamos lê-lo, que o estudemos, que o levemos a sério em nossas vidas, e que cresçamos com ele, em nome de Jesus Cristo. Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário